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Paquistão vela vítimas de atentado a mesquita reivindicado pelo Estado Islâmico

Milhares de pessoas se reuniram neste sábado (7) para se despedir de parte das 31 vítimas do atentado suicida reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico em uma mesquita xiita de Islamabad, ocorrido na sexta-feira (6). Pelo menos 169 pessoas ficaram feridas, segundo a prefeitura. A capital paquistanesa não testemunhava um massacre semelhante havia quase 20 anos.

7 fev 2026 - 11h02
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Nos telhados, atiradores de elite das forças de segurança acompanhavam a multidão que se concentrava próximo à mesquita alvo do ataque, reforçando o aparato policial no local, relataram jornalistas. 

Em 7 de fevereiro de 2026, em Islamabad, no Paquistão, uma multidão se reuniu para assistir ao funeral das vítimas mortas em um atentado suicida em uma mesquita xiita ocorrido na sexta-feira (6).
Em 7 de fevereiro de 2026, em Islamabad, no Paquistão, uma multidão se reuniu para assistir ao funeral das vítimas mortas em um atentado suicida em uma mesquita xiita ocorrido na sexta-feira (6).
Foto: © REUTERS - Waseem Khan摄影 / RFI

Segundo fontes de segurança, o autor do atentado foi interceptado na entrada do templo, mas conseguiu detonar os explosivos logo em seguida.

Pessoas próximas ao homem suspeito de ser o autor do ataque foram detidas, informou uma fonte sob condição de anonimato à AFP. O suposto agressor era natural de Peshawar, segundo um alto responsável policial da região, situada no noroeste do país.

O EI, grupo jihadista sunita, reivindicou a ação contra a mesquita xiita Imam Bargah Qasr-e-Khadijatul Kubra, nos arredores de Islamabad.

A capital não via um atentado dessa magnitude desde 2008, quando 60 pessoas morreram em um ataque suicida com caminhão-bomba contra o hotel Marriott.

"O agressor foi barrado na entrada da mesquita e se explodiu", relatou, na sexta-feira, uma fonte de segurança que pediu para não ser identificada.

Um fiel, Imran Mahmood, contou que "um voluntário responsável pela segurança da mesquita atirou no agressor quando ele tentava avançar para o interior". Ainda assim, o homem-bomba conseguiu detonar os explosivos perto do portão, enquanto outro homem que o acompanhava abriu fogo contra os voluntários responsáveis pela segurança do local de culto, acrescentou.

Familiares presos

O irmão do suspeito foi detido em Peshawar, enquanto a mãe dele foi presa em Islamabad, informou uma fonte de segurança. Ainda segundo as autoridades, um cúmplice do ataque foi morto em Nowshera.

"Quem cometeu isso deve ser julgado e receber a punição mais severa possível", declarou Bushra Rahmani, irmão de uma das pessoas feridas, presente em uma das cerimônias fúnebres.

"O que aconteceu é desumano. Independentemente da crença das pessoas, atacar quem está rezando é absolutamente inaceitável", lamentou Syed Jamil Hussain Shah, morador de Islamabad que foi prestar solidariedade à comunidade xiita.

O Paquistão é um país de maioria sunita, mas os xiitas representam entre 10% e 15% da população e já foram alvo de ataques de grupos jihadistas no passado.

Muhammad Kazim, 52 anos, que estava dentro da mesquita durante o ataque, saiu ileso, mas um amigo foi ferido. "A explosão foi extremamente poderosa", disse na sexta-feira. "Destroços caíram do teto, as janelas estouraram (...). Quando saí, havia muitos corpos por toda parte."

Insurgências no Paquistão

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou por meio de seu porta-voz que "ataques contra civis e locais de culto são inaceitáveis". O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou que os responsáveis serão encontrados e julgados.

O Paquistão enfrenta atualmente a intensificação de insurgências nas províncias do sul e do norte, na fronteira com o Afeganistão.

O último grande ataque em Islamabad havia sido registrado em novembro, quando um atentado suicida em frente a um tribunal deixou 12 mortos e dezenas de feridos — o primeiro episódio desse tipo na capital em quase três anos.

As forças paquistanesas também enfrentam forte pressão no Baluquistão, província fronteiriça do Irã e do Afeganistão, rica em minerais, mas marcada pela pobreza.

Na semana passada, ataques reivindicados por separatistas mataram 36 civis e 22 membros das forças de segurança. Em resposta, as autoridades afirmam que quase 200 insurgentes foram mortos pelas forças de segurança.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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