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Papa pede atenção à saúde mental e cobra combate ao feminicídio

Pontífice americano falou sobre os temas durante vigília em Barcelona

9 jun 2026 - 18h35
(atualizado às 18h42)
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Em uma vigília de oração em um estádio em Barcelona, na Espanha, o papa Leão XIV falou sobre a "doença silenciosa" da depressão e a violência contra as mulheres.

Pontífice americano falou sobre os temas durante vigília em Barcelona
Pontífice americano falou sobre os temas durante vigília em Barcelona
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"É importante reconhecer como a saúde mental está cada vez mais ameaçada em sociedades que se consideram avançadas. Isso é um sinal de que algo está profundamente errado com uma certa ideia de crescimento que submete as pessoas a pressões, expectativas e tensões que minam os equilíbrios fundamentais", declarou o pontífice em conversa com jovens durante a vigília.

O líder da Igreja Católica ainda mencionou ser necessário "um sistema de saúde que inclua entre suas prioridades esse mal-estar invisível e generalizado, que também afeta os jovens".

Já em relação à violência contra as mulheres, o pontífice americano declarou que muitas "histórias de crimes refletem um clima tóxico nas relações familiares, caracterizado por abuso e opressão e, em particular, pela violência contra a mulher, que infelizmente muitas vezes resulta em feminicídio".

"Todos somos chamados a confrontar essa realidade dramática, tanto individualmente quanto como sociedade, porque cabe a nós abordá-la em todas as suas dimensões", disse.

Em suas declarações no Estádio Olímpico Lluís Companys, que tem capacidade para mais de 55 mil pessoas, Robert Francis Prevost mencionou que "não podemos imaginar que Deus responda automaticamente às nossas necessidades ou impeça milagrosamente que o mal aconteça".

"Ele nos dotou de inteligência e vontade, nos deu uma consciência, nos revestiu de dignidade e liberdade. Se a violência existe, se o egoísmo triunfa e se até o amor entre familiares se transforma em ódio, devemos nos questionar sobre nós mesmos, sobre a dinâmica da nossa sociedade, sobre a cultura do individualismo, sobre a tentação da violência, e não sobre Deus", acrescentou.

Antes da vigília, o religioso também abençoou uma caravana de ambulâncias e veículos humanitários que será enviada à Ucrânia, graças a um corredor humanitário organizado pela freira dominicana Lucia Caram, do Convento de Santa Clara, em Manresa, conhecida internacionalmente por suas iniciativas humanitárias.

A missão para Kiev inclui 30 ambulâncias e veículos adaptados, além de geradores elétricos, desfibriladores e itens de primeira necessidade destinados à população civil ucraniana.

Ansa - Brasil
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