Países europeus negociam com o Irã para atravessar Estreito de Ormuz em meio à guerra
Segundo Teerã, China, Japão e Paquistão estão entre os países já liberados para navegar na região
Vários países europeus iniciaram negociações com o Irã para conseguir autorização de passagem pelo Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o transporte mundial de petróleo e que permanece sob restrições desde o início da guerra no Oriente Médio. A informação foi divulgada neste sábado, 16, pela televisão estatal iraniana.
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Segundo o governo iraniano, representantes europeus procuraram a Marinha da Guarda Revolucionária para negociar salvo-condutos para embarcações atravessarem a região. As autoridades, porém, não informaram quais países participam das conversas.
Autoridades iranianas afirmam que embarcações de países do leste asiático já conseguiram autorização para atravessar o estreito. Segundo Teerã, China, Japão e Paquistão estão entre os países liberados para navegar na região. Na quinta-feira, o governo anunciou que mais de 30 navios chineses receberam permissão para cruzar a área.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do planeta para o transporte de petróleo e gás natural. Antes do conflito entre Irã e Estados Unidos, iniciado em fevereiro, cerca de 20% dos hidrocarbonetos consumidos mundialmente passavam pela região.
Desde o fechamento da travessia, poucos navios receberam autorização para circular pelo estreito, o que aumentou a pressão sobre os mercados globais e elevou preocupações sobre o abastecimento energético internacional.
O controle da passagem se transformou em uma das principais ferramentas estratégicas de pressão do governo iraniano durante o conflito.
O presidente da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional do Irã, Ebrahim Azizi, afirmou que o país prepara um novo modelo de monitoramento e autorização para o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Segundo ele, Teerã implementou "um mecanismo profissional de gestão do tráfego" que deverá entrar em operação em breve.
"Serão beneficiados (pelo mecanismo) apenas os navios comerciais e as partes que cooperarem com o Irã", afirmou. Azizi acrescentou ainda que "serão cobradas as taxas correspondentes pelos serviços especializados".
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