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Israel liberta presos palestinos às vésperas do reinício dos diálogos de paz

Pelo menos 26 presos foram libertados e entregues à Autoridade Nacional Palestina

13 ago 2013
16h55
atualizado às 20h33
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Presos palestinos libertados por Israel chegaram na madrugada desta quarta-feira à Cisjordânia e à Faixa de Gaza. O primeiro grupo, de 11 detentos, saiu da prisão israelense de Ofer, junto à passagem de fronteira de Beitunia, para chegar à Cisjordânia em um comboio de quatro veículos da Autoridade Palestina, escoltado pela polícia.

Policiais israelenses protegem veículo que leva prisioneiros palestinos durante a passagem para Gaza
Policiais israelenses protegem veículo que leva prisioneiros palestinos durante a passagem para Gaza
Foto: AP

Centenas de pessoas reunidas na passagem de Beitunia comemoraram a chegada do grupo no território palestino. 

"É o dia mais importante de nossas vidas. Estamos muito felizes", disse Mahmud Salah, 52 anos, que esperava em Beitunia para ver seu irmão Moqdad, que passou 21 anos em uma prisão de Israel, onde cumpria perpétua. "Mesmo após o anúncio dos nomes, realmente não acreditávamos que voltaríamos a vê-los novamente", disse Salah.

Um segundo grupo, de 15 presos, chegou à Gaza pela passagem de fronteira de Erez, onde foi recebido por mais de 2 mil pessoas, que montaram uma barraca de boas-vindas. Os 26 são os primeiros de um total de 104 detentos que serão libertados como parte do acordo promovido pelos Estados Unidos para que Israel e os palestinos voltem à mesa de negociações.

Situada em Ramle, nos arredores de Tel Aviv, a prisão de Ayalon serviu de ponto de parada nas últimas 24 horas para os presos, que cumpriam penas em diferentes centros penitenciários de Israel há mais de 20 anos.

O site do jornal Yedioth Ahronoth informou que ativistas israelenses de direita tentaram bloquear a passagem das caminhonetes nas quais estavam os prisioneiros para evitar sua libertação, mas foram dispersados pela polícia.

Os 26 constituem o primeiro grupo de um total de 103 presos palestinos que cumprem pena em Israel por delitos cometidos antes dos Acordos de Oslo de 1993 e que serão indultados em quatro fases como medida de confiança conforme avançam as negociações de paz.

Israelenses e palestinos não negociavam desde 2010, quando os palestinos se retiraram do diálogo porque o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se negou a renovar uma moratória que tinha declarado dez meses antes na construção de assentamentos.

EFE   
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