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Oriente Médio

Chanceler espanhol defende diálogo israelense-palestino

27 jul 2010 - 12h43
(atualizado às 14h52)
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O ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, afirmou hoje em Amã que a União Europeia (UE) apoia a realização de negociações de paz diretas "sérias" que conduzam à criação de um Estado palestino.

O ministro fez estas declarações após uma reunião com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, na capital jordaniana, para analisar as perspectivas para passar de conversas de paz indiretas entre israelenses e palestinos a negociações diretas.

Moratinos disse que os ministros de Exteriores da UE, que se reuniram ontem em Bruxelas, reiteraram a posição que adotaram em dezembro de 2009, que apoia o estabelecimento de um Estado palestino dentro das fronteiras de 1967 e a paralisação total dos assentamentos israelenses.

Para o titular de Exteriores espanhol, o comunicado emitido ontem em Bruxelas representa "os termos europeus de referência para um resultado bem-sucedido das negociações de paz políticas".

"A UE está por trás do que consideramos um acordo definitivo e justo à disputa palestino-israelense baseado nas fronteiras de 1967 com uma troca estipulada de territórios, com Jerusalém como capital dos dois Estados e segurança para Israel", afirmou Moratinos, que chegou ontem à noite à Jordânia.

Segundo o ministro espanhol, "agora as partes - israelenses, palestinos, árabes, europeus e americanos - promoveram de verdade este marco de referência para que os dois grupos se comprometam seriamente" em conversas diretas.

Por sua vez, o chefe negociador da ANP, Saeb Erekat, que esteve na entrevista coletiva com Moratinos, ressaltou que a "chave para as negociações diretas está nas mãos do primeiro-ministro de Israel", Benjamin Netanyahu.

Erekat considerou que Netanyahu deveria primeiro "aceitar os termos de referência" sob os quais Israel reconheceria um Estado palestino com as fronteiras de 1967, uma troca estipulada de territórios e a paralisação total das colônias em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, antes de passar ao diálogo direto.

Precisamente, o chefe do Governo israelense fez hoje uma visita surpresa à Jordânia, onde se reuniu com o rei Abdullah II para analisar o processo de paz.

Segundo um comunicado oficial, os dois governantes falaram sobre os esforços a favor da paz e a necessidade de criar uma atmosfera que garanta o relançamento de negociações "diretas, sérias e efetivas".

Netanyahu estudou com o monarca a forma de conseguir um avanço nos esforços para resolver o conflito entre israelenses e palestinos "sobre a base de uma solução de dois Estados".

Além disso, Abdullah II disse que para alcançar uma paz na região é preciso "suspender todas as medidas unilaterais que impedem que se chegue a uma solução de dois Estados".

Antes de se reunir com Abbas, Moratinos se reuniu com seu colega jordaniano, Nasser Jouda, com quem manteve uma entrevista coletiva conjunta onde afirmou que "é o momento adequado" para o começo de um diálogo direto.

"Achamos que é o momento adequado para que as partes se movimentem para conversas diretas para chegar a uma solução definitiva", assegurou o responsável espanhol.

Por sua vez, o ministro jordaniano expressou o apoio de seu país à ideia de que as negociações indiretas entre os palestinos e os israelenses, que começaram no dia 9 de maio com mediação americana, se transformem em diretas.

Jouda ressaltou que Amã trabalhará com a Espanha, a UE e outras partes internacionais para "criar um ambiente adequado" que leve ao diálogo direto.

Antes de partir de Amã em direção a Israel, Moratinos adiantou que durante sua viagem se reunirá com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com seu colega Avigdor Lieberman, além de tentar visitar Ramalá para se reunir com o chefe do Executivo da ANP, Salam Fayyad.

Trata-se da terceira visita que Moratinos faz à região neste ano.

Da mesma forma que nas ocasiões anteriores, a visita tem por objeto impulsionar o processo de diálogo entre israelenses e palestinos.

EFE   
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