Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Operação contra máfia prende mais de 40 pessoas na Itália; prefeito está entre alvos

Flavio Stasi é investigado por acordo para obter apoio eleitoral em troca de empregos

28 out 2026 - 13h53
(atualizado às 14h39)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Uma megaoperação contra a máfia 'Ndrangheta prendeu 41 pessoas no sul da Itália, incluindo o prefeito de Corigliano-Rossano, Flavio Stasi, colocado em prisão domiciliar por suspeita de trocar empregos públicos por apoio eleitoral. A ação mirou crimes como associação mafiosa, homicídio e extorsão. Entre os detidos está o suposto líder Damiano Pepe, que já estava sob custódia em um hospital após sofrer um atentado recente com fuzis no qual a sua companheira acabou sendo assassinada.

Uma grande operação contra a máfia calabresa 'Ndrangheta resultou na prisão de 41 pessoas nesta quarta-feira (28), na região de Cosenza, no sul da Itália.

A ação foi conduzida pelo Grupo de Operações Especiais (ROS) dos Carabineiros, em conjunto com o Comando Provincial de Cosenza, a pedido da Direção Distrital Antimáfia (DDA) de Catanzaro.

Do total de suspeitos, 24 foram encaminhados à prisão e outros 17 colocados em domiciliar. Entre estes últimos está Flavio Stasi, prefeito de centro-esquerda de Corigliano-Rossano.

A investigação também envolve o assessor de oposição Pietro Lucisano, igualmente submetido à medida cautelar. As ordens judiciais foram emitidas pelo juiz de investigações preliminares de Catanzaro.

Os investigados são suspeitos, em diferentes graus, de envolvimento em crimes como associação mafiosa, homicídio, posse e porte ilegal de armas, extorsão, roubo, furto, registro fictício de bens, favorecimento pessoal e facilitação da imigração ilegal. Parte das acusações prevê agravantes relacionados ao uso de métodos mafiosos ou à finalidade de favorecer organizações criminosas.

Entre os alvos da operação está Damiano Pepe, apontado pelas autoridades como suposto chefe mafioso. Ele havia sido ferido em uma emboscada na última sexta-feira (23), em Lattughelle, localidade de Cassano allo Ionio, e estava hospitalizado em Cosenza. O ataque teve como alvo Pepe e sua companheira, Silvana Sibarelli, que morreu no local.

Segundo as informações divulgadas pela investigação, mais de 30 disparos de armas de cano longo foram efetuados contra o casal quando chegava de carro à residência. Entre as armas utilizadas, os investigadores suspeitam que poderia haver um fuzil Kalashnikov.

Após o atentado, Pepe ficou sob escolta policial por razões de segurança. Com a nova operação, ele passou à condição de detido.

A investigação também examina uma possível conexão entre a política local e integrantes ligados à 'Ndrangheta. No caso do prefeito Flavio Stasi, a hipótese apresentada pela DDA de Catanzaro é de um suposto acordo para obter apoio eleitoral em troca da promessa de empregos na administração municipal e em órgãos vinculados à prefeitura.

De acordo com os investigadores, Annibale Matalone, que já estava preso e é apontado como ligado ao clã criminoso de Rossano, teria se comprometido a trabalhar pela campanha de Stasi nas eleições municipais por meio de Vincenzo Curia, também submetido à prisão domiciliar.

Em contrapartida, Matalone teria buscado garantir uma vaga de trabalho para si e para familiares. Em conversas interceptadas, ele teria mencionado o interesse em conseguir um emprego na prefeitura, especificamente no cemitério municipal.

Os documentos judiciais citam diálogos registrados em maio de 2024, período anterior às eleições municipais. De acordo com a investigação, em uma das conversas, Curia teria transmitido o interesse de Stasi em entrar em contato com Matalone. Em outro diálogo, Matalone afirmou ter conseguido aproximadamente 20 votos para o candidato.

Imagens de câmeras de videomonitoramento também foram analisadas pelos investigadores. Segundo a decisão judicial, as gravações e as conversas interceptadas constituem elementos que sustentam a suspeita contra os envolvidos. No entanto, os registros mencionados não teriam documentado um encontro direto entre Stasi e os outros dois investigados. 

Ansa - Brasil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra