ONU cobra investigação sobre ataque contra Flotilha Global Sumud
Segundo porta-voz, inquérito precisa ser 'imparcial'
A Organização das Nações Unidas (ONU) cobrou nesta quarta-feira (24) uma investigação independente sobre o ataque de drones contra a Flotilha Global Sumud, frota que navega em direção à Faixa de Gaza para levar ajuda humanitária à população civil.
A missão reúne mais de 600 ativistas e políticos de dezenas de países, incluindo a ambientalista sueca Greta Thunberg, o brasileiro Thiago Ávila e deputados italianos.
"É necessário conduzir uma investigação independente, imparcial e aprofundada", declarou um porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Thameen Al-Kheetan.
Durante a madrugada, a Flotilha Global Sumud denunciou que vários de seus barcos foram atingidos por "múltiplos drones" enquanto atravessavam a costa da Grécia, com lançamento de "objetos não identificados", diversas "explosões" e bloqueio de comunicações.
"Eles miraram os menores barcos de nossa missão para destruir suas velas", acusou Thiago Ávila, um dos coordenadores da organização, que atribui a agressão a Israel.
Após uma série de adiamentos, a Flotilha Global Sumud iniciou a viagem em direção à Faixa de Gaza no último dia 19 de setembro, com o objetivo de furar o cerco israelense contra o enclave palestino e levar ajuda para a população civil.