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ONU cobra investigação 'aprofundada' sobre massacre em escola no Irã

Funeral de 165 vítimas reuniu milhares de pessoas nesta terça-feira (3)

3 mar 2026 - 09h10
(atualizado às 09h31)
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O Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (Acnudh) pediu nesta terça-feira (3) uma investigação "imparcial e aprofundada" sobre o ataque que matou mais de 160 pessoas em uma escola infantil para meninas no sul do Irã, no último sábado (28).

A República Islâmica culpa os Estados Unidos e Israel pelo massacre no colégio em Minab, que fica perto de uma base da Guarda Revolucionária, enquanto as Forças de Defesa Israelenses alegam não ter "conhecimento sobre nenhuma operação" nessa área.

Já o secretário de Defesa dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington não "atingiria deliberadamente uma escola".

Cortejo fúnebre em Minab, no Irã

"O alto comissário [Volker Turk] exige uma investigação rápida, imparcial e aprofundada sobre as circunstâncias do ataque. O ônus da investigação recai sobre as forças que perpetraram o ataque", disse Ravina Shamdasani, porta-voz do Acnudh.

Segundo a mídia estatal iraniana, o bombardeio no primeiro dia da guerra deixou 165 mortos, em sua maioria estudantes da escola. Nas redes sociais, circulam fotos e vídeos de corpos de meninas em sacos mortuários pretos e mochilas e materiais escolares ensanguentados em meio aos escombros.

Covas abertas para sepultar vítimas de ataque

Milhares de pessoas vestidas de preto participaram do funeral das vítimas do massacre nesta terça-feira, em meio a gritos de "morte à América" e "morte a Israel". A multidão exibiu fotos das meninas assassinadas, enquanto os caixões, nas cores da bandeira iraniana, foram levados em cortejo pelas ruas até o local de sepultura.

Ansa - Brasil
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