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Óleo contaminado leva Nestlé a retirar fórmulas infantis do mercado

O recall voluntário de fórmulas infantis anunciado pela Nestlé em diversos países levantou dúvidas sobre segurança alimentar, rotinas de controle de qualidade e o papel de fabricantes e autoridades sanitárias. Saiba mais sobre o recall da empresa em fórmulas infantis.

7 jan 2026 - 18h00
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O recall voluntário de fórmulas infantis anunciado pela Nestlé em diversos países levantou dúvidas sobre segurança alimentar, rotinas de controle de qualidade e o papel de fabricantes e autoridades sanitárias. Afinal, a medida envolve marcas conhecidas de alimentos para bebês e teve como motivação a possível presença de uma toxina bacteriana que associa-se a distúrbios digestivos. Embora não haja indicação de registros confirmados de doenças até o momento, o caso chamou atenção de famílias e profissionais de saúde pelo alcance internacional da ação.

De acordo com informações divulgadas pela empresa, o problema foi identificado em um ingrediente fornecido por um parceiro industrial. Isso levou ao recolhimento preventivo de lotes específicos em mais de 30 países, principalmente na Europa e na América Latina. Entre as linhas citadas estão fórmulas como SMA, BEBA e NAN. Elas têm ampla utilização na alimentação infantil. A lista de países notificados inclui, por exemplo, Alemanha, França, Portugal, Argentina, Peru e México. No entanto, não há referência ao Brasil nas comunicações divulgadas até agora.

Segundo a multinacional, a presença dessa toxina em óleos utilizados na produção de fórmulas infantis é incomum – depositphotos.com / bigxteq
Segundo a multinacional, a presença dessa toxina em óleos utilizados na produção de fórmulas infantis é incomum – depositphotos.com / bigxteq
Foto: Giro 10

O que está por trás do recall de fórmulas infantis da Nestlé?

A expressão recall de fórmulas infantis descreve uma ação coordenada para retirar do mercado produtos que podem representar risco à saúde. Mesmo quando não há risco totalmente confirmado. No caso mais recente envolvendo a Nestlé, a empresa relatou a suspeita de contaminação pela toxina cereulida, produzida por certas cepas da bactéria Bacillus cereus. Afinal, essa substância liga-se a doenças transmitidas por alimentos e, em geral, provoca quadros de mal-estar gastrointestinal.

Segundo a multinacional, a presença dessa toxina em óleos utilizados na produção de fórmulas infantis é incomum. Assim, o fato motivou uma investigação meticulosa para identificar a causa raiz do problema. Ademais, a Nestlé informou que mantém contato com autoridades regulatórias dos países em questão para alinhar procedimentos, divulgar orientações a pais e responsáveis e garantir que os lotes suspeitos sejam rastreados com precisão.

Mesmo tratando-se de um recall internacional de alimentos para bebês, a empresa reforçou que não há, até o momento, casos confirmados de doenças diretamente associadas aos produtos recolhidos. Ainda assim, a recomendação oficial foi de interromper o uso dos itens que estão na lista nos comunicados nacionais. Além disso, seguir as instruções fornecidas por canais oficiais, como sites institucionais e órgãos de vigilância sanitária.

Quais são os riscos à saúde associados à toxina cereulida?

A cereulida é uma toxina de origem bacteriana relacionada a quadros de intoxicação alimentar. Em produtos como fórmulas infantis, a preocupação é maior porque o público-alvo são bebês, considerados mais vulneráveis a desequilíbrios nutricionais e desidratação. Os sintomas descritos em materiais técnicos e em notas da empresa incluem, sobretudo, vômitos intensos ou persistentes, episódios de diarreia e letargia incomum, geralmente surgindo entre 30 minutos e 6 horas após a ingestão de alimentos contaminados.

Trata-se de um quadro que, em muitos casos, pode ser confundido com outras causas de desconforto gastrointestinal em crianças pequenas, como viroses e mudanças na alimentação. Por esse motivo, recomenda-se atenção especial à combinação de sinais e ao histórico recente de consumo de fórmulas ou outros produtos sujeitos a investigação sanitária. Em situações de suspeita, o encaminhamento a um serviço de saúde é considerado uma medida prudente para avaliação clínica e orientação sobre hidratação e acompanhamento.

  • Principais sintomas relatados: náusea, vômitos repetidos, diarreia, falta de energia marcante.
  • Tempo típico de aparecimento: entre meia hora e seis horas após a ingestão do alimento contaminado.
  • Público mais sensível: bebês, crianças pequenas, idosos e pessoas com imunidade comprometida.

Quando não há manifestação de sintomas após o consumo dos lotes mencionados, os comunicados da empresa indicam que não se espera impacto na saúde. Ainda assim, orienta-se a interrupção imediata do uso dos produtos incluídos no recall, seguindo as instruções de substituição, reembolso ou descarte emitidas em cada país.

A Nestlé informou que está implementando ações para garantir a proteção das famílias e dos bebês, o que inclui a comunicação direta com varejistas, hospitais, profissionais de saúde e consumidores – depositphotos.com / HJBC
A Nestlé informou que está implementando ações para garantir a proteção das famílias e dos bebês, o que inclui a comunicação direta com varejistas, hospitais, profissionais de saúde e consumidores – depositphotos.com / HJBC
Foto: Giro 10

Como funciona um recall de fórmulas infantis na prática?

O processo de recall de fórmulas para bebês costuma envolver uma série de etapas coordenadas entre o fabricante, autoridades regulatórias e a cadeia de distribuição. No caso atual, a Nestlé informou que está implementando ações para garantir a proteção das famílias e dos bebês, o que inclui a comunicação direta com varejistas, hospitais, profissionais de saúde e consumidores.

  1. Identificação do risco: detecção de um possível problema de qualidade em um ingrediente ou lote específico.
  2. Comunicação às autoridades: notificação aos órgãos de vigilância sanitária dos países envolvidos.
  3. Divulgação ao público: publicação de avisos com números de lote, datas de fabricação e orientações de devolução ou descarte.
  4. Retirada dos pontos de venda: recolhimento dos produtos de supermercados, farmácias, hospitais e outros canais.
  5. Investigação da causa: análise técnica para localizar a origem da contaminação e ajustar processos de produção e controle.

Países como Alemanha, França, Suécia, Itália, Portugal, Argentina, México e Peru estão entre os que receberam comunicados oficiais sobre a ação. Em cada mercado, as orientações podem variar em detalhes operacionais, mas a mensagem central costuma destacar três pontos: suspensão imediata do uso dos lotes afetados, canais para esclarecimento de dúvidas e garantia de que medidas corretivas estão em andamento.

Esse tipo de episódio reforça a importância de sistemas robustos de rastreabilidade e de controle de qualidade em toda a cadeia de alimentos infantis, desde a seleção de fornecedores até o produto final nas prateleiras. Para famílias e cuidadores, a recomendação geral é manter atenção às listas de lotes divulgadas, consultar fontes oficiais de informação e dialogar com profissionais de saúde em caso de dúvidas sobre a alimentação dos bebês.

Giro 10
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