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O que se sabe sobre o ataque com uma bomba artesanal que matou 3 pessoas no centro de Moscou

A explosão de uma bomba artesanal no sábado (1°) no centro de Moscou deixou três mortos e 21 feridos. As autoridades locais continuam investigando o ataque neste domingo (2), classificado de "terrorista" pelo prefeito da capital russa.

2 ago 2026 - 11h49
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O mistério continua após uma explosão em um restaurante italiano na praça de Kudrinskaia, no coração de Moscou. O Comitê Antiterrorismo russo declarou que as três vítimas são um cliente, a mulher responsável pela explosão e um agente de segurança que havia impedido a entrada dela no estabelecimento.

Agentes de segurança e equipes de emergência trabalham nos arredores do restaurante onde ocorreu uma explosão no centro de Moscou, em 1º de agosto de 2026.
Agentes de segurança e equipes de emergência trabalham nos arredores do restaurante onde ocorreu uma explosão no centro de Moscou, em 1º de agosto de 2026.
Foto: REUTERS - Anastasia Barashkova / RFI

Segundo as autoridades locais, investigadores e técnicos da polícia científica estão a cargo das investigações. Canais russos no Telegram divulgaram vídeos mostrando numerosos caminhões de bombeiros e ambulâncias no local, mas sem trazer maiores informações sobre as vítimas. 

Quem foi o provável alvo?

O comandante das forças aeroespaciais russas Aleksandr Tchaiko foi provavelmente o alvo do ataque. Ele estava nos fundos do restaurante italiano Balzi Rossi no momento da explosão e teria saído ileso, segundo as mídias russas. O estabelecimento havia sido fechado para a celebração dos 55 anos do militar. 

A principal suspeita chegou ao local alegando que deveria entregar um presente a uma das pessoas no interior do restaurante, mas não conseguiu convencer um agente de segurança, que decidiu revistá‑la. Foi nesse momento que a mulher detonou a bomba, com uma carga de cerca de um quilo de explosivo. A deflagração matou instantaneamente a mulher que carregava o pacote, o empregado e um cliente. 

As autoridades contabilizaram um total de 21 feridos, com diferentes níveis de gravidade, que foram rapidamente levados para vários hospitais da capital russa. 

Quem pode ser o mandante do ataque?

Até o momento, ninguém reivindicou o ataque. No entanto, todas as atenções se voltam para a Ucrânia, já que essa não é a primeira vez que Kiev mira em autoridades russas. Desde o início da guerra entre os dois países, em 2022, os serviços secretos ucranianos reivindicaram ou foram acusados de vários assassinatos ou tentativas de assassinato de militares russos e de figuras públicas que apoiam o conflito.

Em abril de 2024, a Rússia atribuiu à Ucrânia a morte do tenente‑general Yaroslav Moskalik, vice-chefe do departamento operacional do Estado-Maior russo, em um atentado com carro‑bomba em Moscou. Kiev jamais reivindicou publicamente a responsabilidade pelo crime.

No entanto, o SBU, o serviço de segurança ucraniano, reconheceu ter planejado a morte, em dezembro de 2024, do tenente‑general Igor Kirillov, que chefiava as forças de proteção nuclear, biológica e química do Exército russo. O militar foi assassinado por uma bomba escondida em uma scooter do lado de fora do prédio onde morava, em Moscou, um dia depois de o serviço de segurança ucraniano ter apresentado acusações criminais contra ele.

Em agosto de 2022, Daria Dugina, filha do ideólogo ultranacionalista Aleksandr Dugin, também morreu na explosão de um carro nos arredores de Moscou. Em abril de 2023, o blogueiro militar russo Maksim Fomin foi morto pela explosão de uma estatueta explosiva que lhe foi entregue em um café em São Petersburgo. Ambos os crimes permanecem sem autoria reivindicada até hoje.

Poucas reações das autoridades

Nenhuma declaração pública do Kremlin ou das forças armadas russas foi feita até o momento. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, foi uma das raras personalidades políticas a reagir, classificando neste domingo o ataque de "ato terrorista brutal que tirou vidas humanas".

Sobyanin não deu outros detalhes, apenas afirmou que os investigadores seguem trabalhando para esclarecer o que aconteceu. "As vítimas estão atualmente nos hospitais da cidade, onde recebem todos os cuidados necessários", escreveu Sobyanin nas redes sociais. "Os responsáveis por cometer esse crime certamente serão encontrados e enfrentarão a punição que merecem", reiterou. 

Alguns sites de notícias russos afirmam que o número de mortos subiu para cinco. No entanto, a informação não foi confirmada por fontes oficiais até o momento. 

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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