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No G20, Trump e Bolsonaro debatem ações contra Cuba e outros países que financiam Venezuela

Segundo porta-voz da Presidência, líderes citaram Cuba como exemplo de nação aliada ao regime de Nicolás Maduro.

28 jun 2019
08h31
atualizado às 08h41
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Um dos principais temas da reunião bilateral entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente americano, Donald Trump durante a cúpula do G20 nesta sexta-feira (28) foi a crise na Venezuela e as maneiras de asfixiar o regime de Nicolás Maduro financeiramente.

Segundo o porta-voz da Presidência, general Rêgo Barros, os dois líderes chegaram a debater possibilidades de pressão contra países que financiam o governo Maduro e citaram especificamente Cuba como exemplo.

"Num conceito mais amplo, que é de se imaginar que, por meio da pressão econômica, nós vamos conseguir viabilizar a democracia na Venezuela, poderá, eventualmente, ser analisada alguma ação para que haja a desidratação do suporte de atores que possam introduzir algum suporte econômico na Venezuela", disse.

Ao ser perguntado sobre se foram discutidas possibilidades de sanção à Cuba, ele respondeu: "Obviamente que dentro daqueles que são aliados da Venezuela não podemos fugir de identificar Cuba como um dos apoiadores".

Bolsonaro teve reunião bilateral com Trump nesta sexta, 28, em Osaka, no Japão
Bolsonaro teve reunião bilateral com Trump nesta sexta, 28, em Osaka, no Japão
Foto: AFP/Getty Images / BBC News Brasil

Segundo o porta-voz da Presidência, o governo brasileiro acredita na "necessidade de encontrar uma solução" para a Venezuela.

"E essa necessidade passa, dentre outros aspectos, pelo aspecto econômico, com a desidratação das fontes financeiras da Venezuela."

Rêgo Barros foi questionado sobre o motivo de Bolsonaro não ter mencionado essa possibilidade de pressionar apoiadores de Maduro durante reunião desta sexta (28) dos Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Rússia e China são, justamente, as aliadas mais poderosas da Venezuela. Mas Estados Unidos e Brasil só teriam mencionado Cuba ao discutirem sobre as possibilidade de sanções.

"Ao final da declaração que fez nos Brics, ele citou a Venezuela ao final, no intuito de que aqueles que se encontravam na mesa pudessem encontrar soluções para restituir a democracia naquele país", respondeu o porta-voz.

"Estamos com o povo venezuelano"

Mais cedo, no início da reunião bilateral, Trump respondeu a uma pergunta sobre se ele teria perdido o "timing" ou momento ideal para retirar Maduro do poder.

Ele respondeu que "de jeito nenhum". "Essas coisas levam tempo." O presidente americano também falou que os Estados Unidos estão "ao lado do povo venezuelano".

"Nós os temos ajudado muito, levando bastante comida, remédios e outras coisas para a Venezuela. Estamos trabalhando em grande cooperação com a Colômbia."

Ao final da rápida conversa com jornalistas antes da bilateral com Bolsonaro, Trump aproveitou o tema da Venezuela para dar uma alfinetada no Partido Democrata americano, seu adversário na futura corrida eleitoral pela reeleição.

"Essa crise humanitária mostra o que o socialismo pode fazer. Eu tenho assistido aos debates (entre pré-candidatos democratas à Presidência dos EUA) e não fiquei impressionado", disse.

"Quando você olha para o socialismo e para o que o socialismo pode fazer, é sobre o que se está falando (nos debates). Ele (partido Democrata) se tornou um partido socialista."

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