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"Não vamos acolher nenhum afegão", diz chanceler da Áustria

Sebastian Kurz defendeu política de portas fechadas para refugiados

14 set 2021 11h41
| atualizado às 11h46
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O chanceler da Áustria, Sebastian Kurz
O chanceler da Áustria, Sebastian Kurz
Foto: EPA / Ansa

O chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, afirmou que seu país não acolherá "nenhum afegão em fuga" enquanto ele estiver no poder. A declaração foi dada em entrevista ao jornal italiano La Stampa e confirma a postura 'linha dura' do governo austríaco desde a volta do Talibã ao poder no Afeganistão.

"Não acolheremos em nosso país nenhum afegão em fuga, não sob meu poder", declarou o chanceler conservador de 35 anos, que governou entre 2017 e 2019 em aliança com a extrema direita, mas hoje chefia uma coalizão com o Partido Verde.

"Está claro para todos que a política de 2015 sobre os refugiados não pode ser a solução, nem para Cabul, nem para a União Europeia", acrescentou Kurz, em referência à crise migratória que levou centenas de milhares de refugiados para a UE em 2015.

Segundo Kurz, a Áustria já acolheu "44 mil afegãos nos últimos anos" e tem a "quarta maior comunidade afegã no mundo, se considerarmos a distribuição por número de habitantes". "A integração dos afegãos é muito difícil e exige um gasto de energia que não podemos nos permitir", disse.

Para o chanceler, a Europa deve exercitar uma "pressão maciça sobre o Talibã para que eles respeitem os direitos humanos" e fornecer ajuda aos países que fazem fronteira com o Afeganistão - uma forma de evitar que refugiados tentem chegar ao velho continente.

Ansa - Brasil   
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