Morre um dos últimos sobreviventes italianos de Auschwitz
Alberto Mieli tinha 92 anos e escreveu livro sobre o campo
Alberto Mieli, um dos últimos sobreviventes italianos do campo de concentração nazista de Auschwitz, morreu em Roma.
Em um livro, Mieli, ou, como era conhecido, 'Zi Pucchio', relatou: "Não há uma hora do dia ou da noite em que não passe pela minha mente a minha vida no campo de concentração e o que meus olhos foram forçados a ver".
"Éramos judeus. Essa era nossa única culpa", escreveu Mieli, de 92 anos, que tinha o número 180060 marcado no braço.
Diversos políticos italianos homenagearam o sobrevivente de Auschwitz, incluindo a prefeita de Roma, Virginia Raggi.
"Uma das testemunhas mais ativas do Holocausto na Itália nos deixou. Roma se entristece pela família e recorda Alberto Mieli, conhecido por todos como 'Zi Pucchio', capturado pelos fascistas e pela polícia secreta alemã e deportado para Auschwitz-Birkenau", disse.
Uno dei testimoni più attivi nel raccontare la Shoah in Italia ci ha lasciato: @Roma si stringe alla famiglia e ricorda Alberto Mieli, da tutti conosciuto come "Zi Pucchio", catturato dai fascisti e dalla Gestapo e deportato a Auschwitz Birkenau. #MemoriaGeneraFuturo
? Virginia Raggi (@virginiaraggi) 29 de maio de 2018
"Alberto Mieli partiu, um dos últimos sobreviventes do inferno de Auschwitz. Eu tive o grande privilégio de conhecê-lo e de escutar sua história. Temos o dever de não nos esquecermos dela", escreveu no Twitter Mara Carfagna, vice-presidente da Câmara dos Deputados e filiada ao Força Itália.
"Mieli era uma testemunha preciosa para tantos jovens e estudantes. O grupo Força Itália na Câmara dos Deputados está próximo à família e à comunidade judaica. Devemos preservar a memória para que os erros do Holocausto não se repitam nunca mais", escreveu Mariastella Gelmini, líder do partido na Câmara.
Veja também