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Milícias cercam gabinete de premiê na Líbia às vésperas de voto

Motivo da ação foi troca de comandante militar em Trípoli

16 dez 2021 - 11h00
(atualizado às 14h21)
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Milícias armadas cercaram pontos sensíveis da capital da Líbia, Trípoli, em uma clara demonstração de força a menos de 10 dias das eleições presidenciais de 24 de dezembro.

O primeiro-ministro da Líbia, Abdul Hamid Dbeibah
O primeiro-ministro da Líbia, Abdul Hamid Dbeibah
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A movimentação ocorreu na madrugada desta quinta-feira (16), após a demissão de Abdul-Basit Marwan do posto de comandante militar da região de Trípoli pelo Conselho Presidencial, órgão que faz as vezes de chefe de Estado no fragmentado país africano.

Marwan era apoiado por milícias da capital e de Misurata, porém foi substituído pelo general Abdulkader Mansour, elevando a tensão às vésperas das eleições. Os milicianos cercaram inclusive o prédio onde fica o gabinete do premiê Abdul Hamid Dbeibah, que chefia um governo de união nacional desde março.

Um oficial disse à agência AFP, em condição de anonimato, que essa ação foi realizada para "proteger as instituições do Estado", e não com fins de intimidação. No entanto, o líder de uma milícia de Misurata, Salah Badi, prometeu não permitir a realização das eleições. "Vamos fechar todas as instituições", afirmou.

O pleito de 24 de dezembro deveria conduzir a Líbia por um percurso de reunificação e pacificação após os 10 anos de caos e guerras de milícias que se seguiram à queda e morte de Muammar Kadafi.

No entanto, as eleições já foram colocadas na corda-bamba no último fim de semana, quando a comissão eleitoral adiou indefinidamente a divulgação da lista final de candidatos a presidente.

Entre os que se apresentaram estão o marechal Khalifa Haftar, um dos protagonistas dos conflitos da última década no país; o segundo filho do ex-ditador Muammar Kadafi, Saif al-Islam Kadafi; o premiê Dbeibah; o presidente do Parlamento, Aguila Saleh; e o ex-ministro do Interior Fathi Bashagha.

A Líbia vive fragmentada desde a queda de Kadafi e foi tomada por guerras de milícias na segunda metade da década passada. As negociações para reunificar o país duraram vários anos, mas ganharam impulso com a derrota militar de Haftar, dominante no leste e que havia lançado uma ofensiva em 2019 para conquistar Trípoli, mas sem sucesso.

Ansa - Brasil
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