Meloni visita cidade atingida por deslizamento de terra no sul da Itália
Premiê prometeu pacote de 150 milhões de euros para ajudar Niscemi
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, visitou nesta quinta-feira (21) a cidade de Niscemi, na região da Sicília, que foi atingida por um grave deslizamento de terra em janeiro passado.
Durante a visita, ela anunciou que o governo italiano deve aprovar novas medidas emergenciais em reunião de gabinete marcada para esta sexta-feira (22).
O desastre natural ocorreu em uma área próxima a Caltanissetta e provocou o deslocamento de casas e veículos para um vale, deixando dezenas de edifícios perigosamente à beira de um penhasco. Cerca de 1,5 mil pessoas foram forçadas a deixar suas residências.
Segundo autoridades locais, o terreno continua instável. O chefe do Departamento de Defesa Civil, Fabio Ciciliano, afirmou que a encosta onde Niscemi está situada segue em movimento lento em direção à planície onde se encontra a cidade de Gela, aumentando a preocupação sobre novos deslizamentos.
Diante do risco contínuo, especialistas alertam que parte dos moradores não poderá retornar às suas casas, especialmente nas áreas classificadas como mais perigosas.
Niscemi já havia enfrentado um grande deslizamento de terra em 1997. O episódio atual também reacendeu investigações judiciais que envolvem administrações regionais da Sicília.
Entre os investigados estão o atual governador da região, Renato Schifani, e seu antecessor, Nello Musumeci, além de outras autoridades.
As apurações se concentram, entre outros pontos, em autorizações concedidas para projetos considerados inadequados para a área.
Durante a visita ao conselho local, Meloni afirmou que o governo está acelerando a resposta ao desastre. "Estamos aqui hoje para dizer que, em um prazo bastante curto, estamos prontos para implementar os recursos alocados por decreto em fevereiro", declarou.
Ela também informou que o gabinete deve aprovar dois programas de apoio no valor de 75 milhões de euros cada: um voltado à segurança do território e outro destinado a indenizações para proprietários de imóveis afetados.
"Estamos fazendo as coisas de forma diferente em relação a 1997, quando as intervenções não estavam planejadas e ainda hoje estamos pagando indenizações", afirmou a primeira-ministra a jornalistas.
Meloni destacou ainda que, "mesmo que não tenha havido um terremoto, queremos gerenciar os escombros como se tivesse havido, usando técnicas modernas e respeitando o meio ambiente local".
De acordo com ela, ainda há "muito trabalho a fazer" para garantir a segurança da região e evitar que um evento semelhante volte a acontecer. O objetivo, acrescentou, é revitalizar a área e permitir que ela "possa olhar para o futuro e deixar o deslizamento de terra para trás o máximo possível". .
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