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Aumenta indignação global após ministro israelense zombar dos ativistas de flotilha de Gaza

21 mai 2026 - 11h45
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Os governos ocidentais expressaram sua ‌indignação na quinta-feira, depois que o ministro da Segurança de extrema-direita de Israel publicou um vídeo em que ele mesmo zomba dos ativistas da flotilha com destino a Gaza, enquanto eram imobilizados no chão, sendo que dois deles alegaram ter sido agredidos fisicamente durante a detenção.

O tratamento dado aos ativistas ⁠por policiais sob a direção do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, também ‌atraiu uma repreensão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e dos Estados Unidos, o mais firme aliado de Israel.

Os ativistas, cuja embarcação foi interceptada na ‌quarta-feira em águas internacionais pelas forças navais israelenses ‌quando tentavam entregar ajuda humanitária a Gaza, foram todos deportados de ⁠Israel na quinta-feira, informou o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

Em toda a Europa, governos convocaram os embaixadores israelenses para condenar o vídeo. A Itália exigiu um pedido de desculpas, a Espanha disse que não toleraria maus-tratos a seus cidadãos e a França exigiu a libertação de todos os detidos.

O ‌Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido afirmou que o vídeo "viola os padrões ‌mais básicos de respeito e ⁠dignidade das pessoas", ⁠enquanto o ministro das Relações Exteriores da Polônia pediu que Ben-Gvir fosse proibido de entrar ⁠no país.

O embaixador dos EUA em ‌Israel, Mike Huckabee, disse ‌que Ben-Gvir havia "traído a dignidade de sua nação".

A manifestação de indignação ocorre após a publicação de vídeos de campanha de Ben-Gvir e de pelo menos outro ministro do governo de Netanyahu, a ministra dos Transportes Miri ⁠Regev, mostrando-os visitando o porto e criticando os manifestantes, em atitudes que visam chamar a atenção antes de uma possível eleição antecipada em Israel.

Thameen al-Kheetan, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, disse que a prisão dos ‌ativistas no mar parecia ser ilegal, e que qualquer maltrato deveria ser investigado e os responsáveis punidos.

"Não é crime demonstrar solidariedade e levar assistência ⁠humanitária às pessoas que estão precisando muito dela em Gaza", declarou ele à Reuters.

Os organizadores da flotilha afirmam que seu objetivo era romper o bloqueio de Israel a Gaza, entregando ajuda humanitária, que, segundo as instituições de caridade, ainda é escassa, apesar do cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e o Hamas, em vigor desde outubro de 2025, que inclui garantias de maior assistência.

A flotilha partiu do sul da Turquia esta semana antes de ser interceptada na quarta-feira. As flotilhas anteriores --incluindo uma que levava a ativista sueca Greta Thunberg -- também foram interceptadas por Israel, e os participantes foram deportados posteriormente.

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