Brasil condena tratamento 'degradante e humilhante' de ativistas por Israel
Governo Lula exigiu a libertação de 4 brasileiros detidos ilegalmente na flotilha
O governo brasileiro condenou, na última quarta-feira (20), o tratamento "degradante e humilhante" dispensado por autoridades israelenses a ativistas da Flotilha Global Sumud, detidos após a interceptação de suas embarcações com destino a Gaza, em águas internacionais do Mediterrâneo.
A declaração foi dada após o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, publicar um vídeo que mostra ativistas de uma flotilha interceptada sendo humilhados no porto de Ashdod.
Nas imagens, o ministro israelense aparece caminhando entre as pessoas algemadas, vendadas e ajoelhadas sob vigilância de agentes de segurança, e fazendo declarações provocativas.
Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores expressou "repúdio" à operação israelense e à detenção dos participantes da missão, classificando ambas as ações como "ilegais".
O texto atribui responsabilidade específica a Ben-Gvir, pelas medidas adotadas contra os ativistas pacíficos, detidos no porto de Ashdod.
O governo brasileiro também exigiu a "libertação imediata" de todos os detidos, incluindo quatro cidadãos brasileiros, além do "pleno respeito" aos seus direitos e à sua dignidade, em conformidade com os compromissos internacionais assumidos por Israel.
A nota menciona ainda a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes, defendendo que o país deve cumprir integralmente suas obrigações no âmbito do direito internacional. .
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