Corpos de mergulhadores italianos são resgatados nas Maldivas, anuncia governo
Grupo tentava explorar cavernas a 50 metros de profundidade; após encontro de um dos corpos, outros quatro foram localizados
O governo das Maldivas informou que os corpos de quatro mergulhadores italianos, que estavam desaparecidos, foram recuperados nesta segunda-feira, 18. Eles morreram na semana passada, após tentarem explorar cavernas a cerca de 50 metros de profundidade no mar.
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As autoridades locais tiveram o reforço de três mergulhadores finlandeses, especializados em mergulhar em cavernas, para resgatar os corpos dos turistas. Em um comunicado, a rede de mergulhadores DAN Europe também detalhou a operação, dizendo que foram três horas de buscas.
“A equipe de especialistas explorou com sucesso o sistema de cavernas subaquáticas, avaliou as condições ambientais e operacionais, localizou as quatro vítimas ainda desaparecidas e coletou as informações cruciais necessárias para planejar as próximas fases da operação de resgate. Isso representa um marco importante em uma operação que continua sendo tecnicamente exigente, emocionalmente desafiadora e operacionalmente complexa”, diz o comunicado.
Um dos mergulhadores que ajudava no resgate, o sargento-mor Mohamed Mahudhee, morreu no sábado, 16, devido a uma descompressão. O falecimento fez com que as autoridades interrompessem as buscas pelos corpos temporariamente, que ocorriam em condições climáticas e marítimas que dificultavam os trabalhos.
A joint search & recovery operation by @MNDF_Official Coast Guard,@PoliceMv, & @DAN_Europe facilitated by Govt of Italy has located the bodies of the 4 Italian divers who went missing in Vaavu Atoll, in the cave. Recovery dives are to continue in the coming days. @ItalyMFA_int
— Ministry of Foreign Affairs 🇲🇻 (@MoFAmv) May 18, 2026
O corpo de um dos mergulhadores italianos já havia sido recuperado na sexta-feira, 15. As mortes foram confirmadas na quinta-feira, 14, e o acidente de mergulho é considerado o pior já registrado nas Maldivas, segundo as autoridades.
Os trabalhos de resgate foram considerados de “alto risco” pelo governo local, por envolver áreas submarinas onde nem os mergulhadores de resgate costumam entrar.
“A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, disse na sexta o porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef.
Quem são as vítimas
O grupo realizava um mergulho próximo de Alimathaa, uma das ilhas das Maldivas, e foi dado como desaparecido após não retornar à superfície até o meio-dia de quinta-feira. No momento, havia um alerta amarelo de mau tempo.
A agência de notícias Ansa divulgou a identidade das vítimas. Elas são:
- Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova;
- Sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
- Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim;
- O instrutores de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua - o corpo dele foi recuperado na quinta;
- E Federico Gualtieri, também instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova.
O arquipélago das Maldivas é formado por 1.192 ilhas de coral, também chamadas de atóis, espalhadas por cerca de 800 quilômetros no Oceano Índico. O local é um destino turístico de luxo, popular entre mergulhadores.
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