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Rússia envia munição nuclear a Belarus em meio a tensões com a Otan

21 mai 2026 - 11h09
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A Rússia enviou munições nucleares a instalações ‌de campo em Belarus nesta quinta-feira e exibiu parte de suas forças nucleares estratégicas, enquanto as tensões com os membros europeus da Otan aumentavam devido à guerra na Ucrânia e à atividade de drones no Báltico.

Moscou está realizando um de seus maiores exercícios nucleares dos últimos anos, envolvendo 64.000 pessoas. O objetivo ⁠é treinar suas forças "na preparação e no uso de forças nucleares em caso ‌de agressão".

Como parte do exercício, a Rússia exibiu um submarino de mísseis balísticos de propulsão nuclear da classe Borei, uma aeronave anti-submarina Il-38, um MiG-31 ‌armado com um míssil hipersônico Kinzhal e mísseis ‌balísticos intercontinentais RS-24 Yars.

"Como parte do exercício de forças nucleares, munições nucleares ⁠foram entregues às instalações de armazenamento de campo da área de posição da brigada de mísseis na República de Belarus", disse o Ministério da Defesa russo.

O exercício envolve as Forças de Mísseis Estratégicos, as frotas do Norte e do Pacífico, a aviação de longo alcance e unidades dos distritos militares de Leningrado ‌e Central.

Uma unidade de mísseis em Belarus está treinando para receber munições especiais para ‌o sistema de mísseis ⁠táticos móveis Iskander-M, ⁠incluindo o carregamento de munições em veículos de lançamento, informou a Rússia.

Os exercícios nucleares russos ⁠normalmente usam ogivas fictícias. Um vídeo divulgado ‌pelo Ministério da Defesa mostrou ‌um caminhão militar coberto por lona viajando com segurança mínima, enquanto outros mostraram submarinos nucleares, aeronaves e navios de guerra.

O exercício de três dias, que começou na terça-feira em toda a Rússia e em Belarus, ocorre ⁠no momento em que Moscou diz que está travando uma luta existencial com o Ocidente por causa da Ucrânia.

Durante toda a guerra, o presidente Vladimir Putin vem lembrando do poderio nuclear da Rússia, como um aviso para o Ocidente não ir longe demais em seu ‌apoio a Kiev. A Ucrânia e alguns líderes ocidentais descartaram essas ações como uma fanfarronice irresponsável.

ESCALADA DAS TENSÕES NO BÁLTICO

Moscou acusou os países bálticos de ⁠permitir que a Ucrânia sobrevoasse seu território para atacar o norte da Rússia, uma acusação que a Otan negou.

Os países bálticos, fortes apoiadores da Ucrânia, alegam que a Rússia está redirecionando os drones ucranianos para seu espaço aéreo.

O Kremlin criticou na quarta-feira os comentários do principal diplomata da Lituânia, afirmando que eles estão "beirando a insanidade", depois que o ministro das Relações Exteriores lituano, Kestutis Budrys, disse que a Otan precisava mostrar a Moscou que era capaz de penetrar no enclave russo de Kaliningrado.

A cidade de Kaliningrado fica entre a Lituânia e a Polônia -- membros da Otan na costa do Báltico. Kaliningrado tem uma população de cerca de um milhão de habitantes e é fortemente militarizada, servindo como sede da Frota Báltica da Rússia.

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