Mais assessores de Kadafi teriam abandonado a Líbia
31 mar2011 - 18h38
(atualizado às 20h21)
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A rede de TV Al Jazeera informou na quinta-feira que "um número de pessoas" próximas ao líder Muammar Kadafi deixou a Líbia com destino à Tunísia, um dia depois de o ministro de Relações Exteriores líbio, Moussa Koussa, ter renunciado ao cargo e viajado a Londres.
Foto: AFP
Um porta-voz do governo líbio não estava disponível de imediato para comentar. Citando fontes não-identificadas, a Al Jazeera afirmou que o grupo incluía o presidente da empresa nacional de petróleo da Líbia, Shokri Ghanem.
Mais cedo na quinta-feira, Ghanem afirmou que estava na Líbia: "Eu estou em Trípoli e eu estou no meu escritório", disse ele à Reuters em uma entrevista por telefone.
A rede Al Jazeera também citou o porta-voz do Congresso Geral do Povo da líbia, Mohamed Abdul Qasim al-Zwai, o chefe de inteligência estrangeira, Abuzeid Dorda, e Abdelati al-Obaidi, um alto diplomata a cargo de assuntos europeus. Koussa, um dos assessores mais próximos de Gaddafi e ex-chefe de espionagem, renunciou e viajou à Grã-Bretanha na quarta-feira em protesto aos ataques das forças de Kadafi contra civis.
Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidadesestratégicas.
A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados Unidos.
Veículos de forças leais a Kadafi explodem após ataque aéreo das forças de coalizão, em estrada entre Benghazi e Ajdabiyah
Foto: Reuters
Avião líbio cai em Benghazi após ser abatido em ataques aéreos, em 19 de março, no sul da cidade
Foto: AFP
Rebelde líbia atira para o alto ao ser informada sobre a retirada das forças de Muammar Kadafi de Benghazi, no dia 19 de março
Foto: Reuters
Rebelde mostra granadas de mão encontradas com combatentes leais ao Muammar Kadafi que foram mortos em Benghazi, no dia 19 de março
Foto: Reuters
Líbios choram durante enterro de vítimas de ataques aéreos realizados pelas forças da coalizão, em Trípoli
Foto: Reuters
Tanque das forças leais a Muammar Kadafi são atingidos por ataque aéreo das forças da coalizão, em estrada entre Benghazi e Ajdabiyah, no dia 20 de março
Foto: Reuters
Rebelde faz sinal de paz em frente a veículo em chamas das forças de Kadafi em estrada que leva a Benghazi, no dia 20 de março
Foto: Reuters
Rebeldes se manifestam após ataques de aviões da coalizão contra veículos de Kadafi, no dia 20 de março
Foto: Reuters
Homem acompanha destruição de veículos e armas que pertenciam às forças leias ao ditador líbio Muammar Kadafi
Foto: Reuters
Moradores comemoram em cima de um tanque destruído das forças leais a Kadafi em missão classificada pela Liga Árabe como "bombardeio de civis"
Foto: Reuters
Combatente rebelde vê veículos de Kadafi em chamas depois de bombardeio da coalizão, liderada pelos Estados Unidos
Foto: Reuters
Instalações do Exército líbio foram bombardeadas durante terceiro dia consecutivo de ataques aéreos da coalizão, na capital Trípoli
Foto: EFE
Incêndio atinge tanque de combustível em usina de geração de energia, na cidade de Ajdabiya
Foto: AP
Soldados do exército líbio caminham sobre as ruínas de prédio que, segundo Kadafi, foi destruído por missil ocidental, em Trípoli
Foto: Reuters
Líbio chora ao acompanhar enterro de vítimas dos ataques aéreos da coalizão, no local conhecido como cemitério dos mártires, em Trípoli
Foto: Reuters
Chamas consomem veículo de forças leais a Muammar Kadafi em bombardeio aéreo na estrada que liga Benghazi a Ajdabiyah
Foto: Reuters
Rebelde Líbio sorri ao observar veículos militares das de Kadafi atingidos por aviões de guerra franceses, no dia 20 de março
Foto: AFP
Opositores de Kadafi observam prejuízos provocados às forças leais ao ditador durante ataque militar francês
Foto: Reuters
Após tiroteio no centro da cidade de Benghazi, rebeldes apontam armas contra veículo que passava por posto de controle
Foto: Reuters
No chamado cemitério dos mártires, em Trípoli, líbios participam de funeral das vítimas de ataques aéreos realizados pelas forças da coalizão
Foto: Reuters
Mulheres se reúnem durante funeral em massa de mortos nos bombardeios da coalizão, em Trípoli
Foto: AP
Em foto tirada por autoridades líbias, jovens demonstram apoio a Muammar Kadafi enquanto esperam chegada de corpos de mortos em ataques aéreos da coalizão
Foto: AP
Líbios rezam em frente a caixões de supostas vítimas dos bombardeios da coalizão que atingiram Trípoli, no dia 24 de março
Foto: EFE
Caças franceses Rafale são preparados para atuar na Líbia, no porta-aviões Charles De Gaulle
Foto: EFE
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