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Lindsey Graham, senador republicano dos EUA e aliado de Trump, morre aos 71 anos

12 jul 2026 - 12h57
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O senador norte-americano Lindsey Graham, um republicano que passou de crítico ferrenho de Donald Trump a um de seus aliados mais leais depois que Trump assumiu a presidência, faleceu, anunciou seu gabinete no domingo. Ele tinha 71 anos.

O parlamentar da Carolina do ⁠Sul morreu após uma "doença breve e repentina", informou seu gabinete ‌no X. A mídia norte-americana informou que equipes de emergência atenderam a uma chamada por parada cardíaca em sua residência no ‌Capitólio, em Washington, na noite de ‌sábado.

A disputa pela sucessão de Graham não afetará a ⁠batalha mais ampla pelo controle do Senado em novembro entre republicanos e democratas, já que a Carolina do Sul é um Estado tradicionalmente republicano.

No entanto, sua morte priva Trump de um voto confiável no Senado, no momento em que o presidente busca levar ‌adiante sua agenda em um Senado bastante dividido.

"É uma perda difícil", ‌disse Trump ao ⁠programa "Meet the Press", ⁠da NBC. "Ele era ótimo. Era único em todos os sentidos."

Outro republicano de ⁠alto escalão na câmara alta — ‌o senador Mitch McConnell, ‌do Kentucky — continua hospitalizado devido a problemas de saúde não divulgados.

Trump, falando no programa "State of the Union", da CNN, disse que Graham, que acabara de voltar de uma viagem à ⁠Ucrânia, ligou para ele na noite de sábado. "Apesar de cansado, ele estava bem", disse Trump.

De acordo com a lei da Carolina do Sul, o governador republicano do Estado, Henry McMaster, pode nomear imediatamente um substituto temporário ‌para ocupar a vaga de Graham.

Os republicanos da Carolina do Sul devem, então, realizar também uma eleição primária acelerada para escolher ⁠um candidato para a eleição de meio de mandato em novembro.

Graham era um proeminente apoiador de Israel e da Ucrânia e um opositor do Irã.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse estar "profundamente entristecido" com a notícia, chamando Graham de "um verdadeiro defensor da liberdade e dos valores que tornam nosso mundo mais seguro".

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse em comunicado: "Israel perdeu um de seus maiores amigos. Os Estados Unidos perderam um grande patriota. Eu perdi um amigo querido."

Netanyahu deve comparecer ao funeral de Graham, disse uma autoridade israelense de alto escalão.

Ele nunca se casou e morava em Seneca, na Carolina do Sul.

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