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Líderes europeus expressam dúvidas sobre Conselho de Paz

Trump disse que Itália quer assinar adesão 'desesperadamente'

23 jan 2026 - 10h55
(atualizado às 11h12)
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O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que os líderes dos Estados-membros da União Europeia ainda veem com reservas o Conselho de Paz criado por Donald Trump, iniciativa que levantou temores na comunidade internacional sobre uma suposta tentativa de esvaziar as Nações Unidas.

As premiês da Itália, Giorgia Meloni, e da Dinamarca, Mette Frederiksen, em reunião da UE
As premiês da Itália, Giorgia Meloni, e da Dinamarca, Mette Frederiksen, em reunião da UE
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Nutrimos sérias dúvidas sobre uma série de elementos contidos no estatuto do Conselho de Paz relativos a seu âmbito de competência, à sua governança e à sua compatibilidade com a Carta das Nações Unidas", declarou Costa após uma reunião extraordinária do Conselho Europeu em Bruxelas, na última quinta-feira (22).

O encontro ocorreu no mesmo dia do lançamento do Conselho de Paz, que tem como objetivo inicial monitorar a governança e a reconstrução da Faixa de Gaza, porém, segundo o próprio governo Trump, também pode se estender a outros locais de conflito.

O organismo terá o republicano como presidente vitalício com poder de veto, além de taxa de adesão permanente de US$ 1 bilhão. "Estamos prontos a colaborar com os Estados Unidos para a implementação do plano de paz global em Gaza", mas "com um conselho que desempenhe sua missão de administração transitória", acrescentou Costa.

Trump convidou dezenas de líderes internacionais para o colegiado, mas as grandes potências europeias hesitam em aderir.

Na Itália, a premiê Giorgia Meloni, que tem ampla afinidade ideológica com o magnata, disse que ainda precisa de mais tempo para avaliar se a iniciativa é compatível com a Constituição.

Segundo a própria primeira-ministra, o estatuto do Conselho de Paz pode contrariar o artigo 11 da Carta Magna italiana, que proíbe a concessão de pedaços da soberania nacional sem condições de igualdade com outros Estados.

Trump declarou a jornalistas que a Itália quer "assinar desesperadamente sua adesão", mas precisa de uma passagem legislativa, o que gerou críticas da oposição no país europeu.

"A minha pergunta para Giorgia Meloni é simples: você prometeu a Trump mudar o artigo 11 da Constituição?", disse a secretária do Partido Democrático (PD), Elly Schlein.

"É uma afronta ao Parlamento saber, pelas declarações de Trump, que Giorgia Meloni manifestou a sua vontade de integrar o chamado Conselho de Paz. Essa adesão viola a Constituição e seria um ato intolerável. Mais uma vez, solicitamos a Meloni que compareça perante o Parlamento e nos diga o que prometeu a Trump", reforçou o deputado Angelo Bonelli, da Aliança Verdes e Esquerda (AVS).

Ansa - Brasil
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