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Líbano proíbe ações militares do Hezbollah após ataque a Israel

2 mar 2026 - 12h07
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O governo do Líbano proibiu na segunda-feira as atividades militares do Hezbollah depois que o grupo abriu fogo contra Israel para vingar a morte do líder supremo do Irã, uma medida que provavelmente aumentará ⁠a tensão com o grupo apoiado por Teerã em meio ‌a uma nova ofensiva israelense.

A decisão do governo destacou uma mudança dramática no equilíbrio de poder do Líbano ‌desde que o Hezbollah, outrora dominante, ‌foi duramente atingido por Israel durante uma guerra ⁠em 2024, remodelando a política de um país que sofreu um conflito civil entre 1975 e 1990.

Israel lançou ataques aéreos pesados nos subúrbios ao sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah, e em outras áreas do Líbano, em resposta ‌ao ataque com drones e foguetes do Hezbollah, matando 31 ‌pessoas, de acordo com ⁠o Ministério ⁠da Saúde libanês.

As estradas ficaram congestionadas com as pessoas fugindo das ⁠áreas que sofreram o impacto ‌do bombardeio israelense ‌em 2024.

A violência ampliou o conflito que se espalhou pelo Oriente Médio desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no sábado, provocando ataques retaliatórios ⁠iranianos em toda a região.

O Hezbollah, um grupo muçulmano xiita fundado pela Guarda Revolucionária Iraniana em 1982, disse que seu ataque foi para vingar o "sangue puro" do líder supremo iraniano, aiatolá Ali ‌Khamenei, que foi morto no sábado, e "em defesa do Líbano".

Foi o primeiro ataque do Hezbollah desde a guerra de ⁠2024, apesar dos ataques quase diários de Israel contra o grupo.

Israel responsabilizou o Hezbollah pela escalada e declarou o líder do Hezbollah, Naim Qassem, como "alvo a ser eliminado". As Forças Armadas israelenses afirmaram ter matado Hussein Makled, uma autoridade de alto escalão da inteligência do Hezbollah.

Não houve confirmação por parte do grupo.

Israel disse que não houve relatos de feridos ou danos causados pelos ataques do Hezbollah.

"Lançamos uma campanha ofensiva contra o Hezbollah... Devemos nos preparar para muitos dias prolongados de combate pela frente", disse o chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir.

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