Keiko rejeita recontagem dos votos proposta por Sánchez
Vantagem de conservadora sobre esquerdista permanece apertada
A candidata conservadora à presidência do Peru, Keiko Fujimori, rejeitou a proposta de seu adversário, o esquerdista Roberto Sánchez, de apoiar a recontagem completa dos votos do segundo turno para o cargo de chefe de Estado.
A representante do partido Força Popular alegou que as normas nacionais permitem apenas a revisão dos votos contestados, que totalizam aproximadamente 1.550 cédulas.
"São os órgãos e instituições do Estado que solicitam a recontagem e decidem o resultado final", disse Keiko a jornalistas, instando seu oponente a ler a lei eleitoral com atenção.
No entanto, a filha do ex-presidente Alberto Fujimori prometeu manter o diálogo aberto, adiando novas declarações por uma ou duas semanas, quando a apuração estiver completa.
Enquanto isso, a candidata anunciou que deixará o país temporariamente para acompanhar sua filha em seus estudos no exterior.
"Fiz uma promessa a Kyara de estar ao seu lado nesta jornada, quando ela inicia esta nova etapa de sua vida", explicou Keiko.
Apesar da vantagem inicial e da margem extremamente estreita sobre Sánchez, a conservadora garantiu que permanecerá em constante comunicação com os delegados de seu partido para acompanhar os desdobramentos eleitorais.
De acordo com a última atualização oficial do pleito, com 98,59% das urnas apuradas, Keiko tem pouco mais de 18 mil votos à frente de Sánchez, mantendo a eleição indefinida.
O Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe) afirmou que só será proclamado um vencedor quando "os processos de resolução das atas contestadas e quaisquer audiências de recontagem forem concluídos".
Em meio ao processo, o presidente interino do Peru, José María Balcázar, pediu à Onpe para "redobrar os esforços" na contagem das atas a fim de "acelerar o processo" para que seja anunciado o nome do próximo chefe de Estado "o mais rápido possível".
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