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Justiça eleitoral do Peru rejeita último recurso de Fujimori e vai proclamar presidente eleito

19 jul 2021 18h50
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A Justiça eleitoral do Peru informou nesta segunda-feira que rejeitou os últimos recursos da candidata de direita Keiko Fujjimori para evitar sua derrota eleitoral e vai proclamar nesta semana o vencedor das eleições de junho, que, segundo a contagem dos votos, foi o socialista Pedro Castillo.

Apoiadores de Pedro Castillo protestam contra demora para divulgação do resultado da eleição presidencial do Peru
06/07/2021
REUTERS/Sebastian Castaneda
Apoiadores de Pedro Castillo protestam contra demora para divulgação do resultado da eleição presidencial do Peru 06/07/2021 REUTERS/Sebastian Castaneda
Foto: Reuters

O anúncio do resultado final do segundo turno eleitoral foi atrasado pelas centenas de contestações e pedidos de anulações de votos apresentados por Keiko Fujimori, principalmente em áreas pobres do país andino onde Castillo venceu.

O Júri Nacional de Eleições (JNE) afirmou no Twitter que declarou por unanimidade a improcedência dos cinco recursos apresentados na semana passada pelo partido Força Popular, de Fujimori, e "procederá a preparação da ata de proclamação dos resultados gerais".

"O JNE vai elaborar a organização imediata da cerimônia de entrega das credenciais à fórmula presidencial correspondente. A referida cerimônia será agendada para esta semana", afirmou o júri eleitoral.

De acordo com a contagem dos votos da eleição de 6 de junho, Castillo, um professor de 51 anos, obteve 50,12% dos votos, ante 49,88% obtidos pela filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que está preso.

A diferença foi de apenas 44.000 votos, mas o partido de Fujimori alegou irregularidades no processo eleitoral e denunciou fraude, sem apresentar provas suficientes.

O segundo turno eleitoral foi questionado por Fujimori e alguns partidos de direita que a apoiaram, mas a Organização dos Estados Americanos (OEA), União Europeia, Departamento de Estado dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido declararam, separadamente, que as eleições no Peru foram transparentes.

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