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Israel estuda resposta de Hamas sobre proposta de cessar-fogo de 60 dias na Faixa de Gaza

Israel anunciou nesta quinta-feira (24) que recebeu e está examinando a resposta do grupo Hamas sobre sua nova proposta de um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Na madrugada, o movimento palestino indicou ter enviado seu parecer sobre o plano israelense de trégua de 60 dias no enclave - um compromisso que está associado à troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.

24 jul 2025 - 12h10
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Israel anunciou nesta quinta-feira (24) que recebeu e está examinando a resposta do grupo Hamas sobre sua nova proposta de um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Na madrugada, o movimento palestino indicou ter enviado seu parecer sobre o plano israelense de trégua de 60 dias no enclave - um compromisso que está associado à troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.

Palestinos carregam sacos de farinha deixados por um comboio de ajuda humanitária que chegou a Gaza pelo norte, em 22/7/25.
Palestinos carregam sacos de farinha deixados por um comboio de ajuda humanitária que chegou a Gaza pelo norte, em 22/7/25.
Foto: AP - Jehad Alshrafi / RFI

Desde 6 de julho, negociadores de ambos os lados mantêm conversas indiretas no Catar, tentando chegar a um acordo sobre uma trégua que permitiria inicialmente a libertação de dez reféns israelenses vivos em troca de um número não especificado de palestinos mantidos em Israel.

Mas as negociações, mediadas por Catar, Egito e Estados Unidos, têm se arrastado sem resultados até o momento, com cada lado acusando o outro de impor suas exigências.

"Os mediadores transmitiram a resposta do Hamas à equipe de negociação israelense, e ela está atualmente sob avaliação", afirmou um breve comunicado do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Segundo uma fonte palestina próxima às negociações, a resposta inclui emendas às modalidades de entrada de ajuda humanitária, mapas das áreas de retirada do Exército israelense e garantias quanto ao fim definitivo da guerra, que se arrasta desde outubro de 2023.

Os reféns em questão foram capturados pelo Hamas durante seu ataque surpresa no sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou o conflito.

Israel continua a afirmar que seu objetivo é destruir as capacidades militares e de governo do movimento palestino. Sua ofensiva causou mais de 59.000 mortes, segundo autoridades em Gaza, governada pelo Hamas, e criou um desastre humanitário.

Witkoff em missão   

Os Estados Unidos anunciaram que seu enviado especial, Steve Witkoff, viajará para a Europa esta semana para conversas sobre Gaza e que poderá, em seguida, viajar para o Oriente Médio.

O Departamento de Estado norte-americano indicou que Witkoff realiza a viagem com "a firme esperança de que alcançaremos um novo cessar-fogo, além de um corredor humanitário" que permita o envio da ajuda necessária.

Segundo a imprensa israelense, o enviado norte-americano estava na ilha italiana da Sardenha nesta quinta-feira.

Após impor um cerco total a Gaza em outubro de 2023, Israel restabeleceu o bloqueio ao território palestino no início de março, que foi parcialmente flexibilizado no final de maio.

Mais de dois milhões de habitantes de Gaza enfrentam grandes dificuldades para acessar alimentos, medicamentos e combustível.

"Pessoas morrendo de fome em massa" 

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou na quarta-feira (23) que "grande parte" da população de Gaza sofre de fome.

"Gaza, a fome" é a manchete do jornal francês Libération, que estampa sua capa com uma foto de um menino palestino subnutrido. O diário lembra que os cerca de 2 milhões de moradores da Faixa de Gaza estão expostos à insegurança alimentar aguda.

Na terça-feira, um hospital de Gaza declarou que 21 crianças morreram de fome e desnutrição em 72 horas.

"Enquanto o cerco do governo israelense mata de fome a população de Gaza, trabalhadores humanitários agora se juntam às mesmas filas de alimentos, correndo o risco de serem baleados apenas para alimentar suas famílias", disseram 111 organizações, incluindo Médicos Sem Fronteiras (MSF), Save the Children e Oxfam, em um comunicado conjunto na quarta-feira.

O governo israelense se defendeu, afirmando não ser responsável pela escassez de alimentos. Seu porta-voz, David Mencer, afirmou que "não há fome causada por Israel. É uma escassez causada pelo Hamas", que governa Gaza e, segundo ele, impede a distribuição de ajuda e saqueia parte dela. O Hamas sempre negou tais acusações.

Autoridades israelenses informaram nesta quinta-feira que cerca de 70 caminhões com ajuda humanitária foram descarregados no dia anterior nos pontos de entrada e "mais de 150 já haviam sido recebidos pela ONU e organizações internacionais em Gaza".

Autorizações limitadas

As agências humanitárias afirmam que as autorizações concedidas por Israel são limitadas e que coordenar o envio de caminhões é um desafio significativo em uma zona de guerra.

O jornal francês Les Echos desta quinta-feira dá destaque à mobilização de alguns países para socorrer a população de Gaza. O Reino Unido desbloqueou uma ajuda suplementar de 60 milhões de libras esterlinas nesta semana, equivalente a R$ 450 milhões. Outros países apelam ao direito internacional, como a África do Sul, que lidera uma ação na Corte Internacional de Justiça contra Israel por genocídio. O Brasil anunciou na quarta-feira que se unirá à iniciativa.

O ataque do movimento islamista a Israel em 7 de outubro de 2023 resultou na morte de 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais.

A campanha militar israelense no território palestino matou 59.219 palestinos, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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