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Israel diz ter matado ministro da Inteligência do Irã no Líbano

Esmail Khatib é mais uma baixa de peso para o regime dos aiatolás

18 mar 2026 - 07h55
(atualizado às 08h54)
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O governo de Israel afirmou nesta quarta-feira (18) que um ataque aéreo em Beirute, capital do Líbano, matou o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, em mais um duro golpe para o regime dos aiatolás no país persa.

Esmail Khatib (ao centro) era ministro da Inteligência desde 2021
Esmail Khatib (ao centro) era ministro da Inteligência desde 2021
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"O ministro da Inteligência iraniana, Khatib, também foi morto ontem à noite", afirmou o ministro israelense da Defesa, Israel Katz. "Ele chefiava o aparato interno do regime responsável por assassinatos e pela repressão no Irã, bem como pela promoção de ameaças no exterior", salientou. A informação ainda não foi confirmada por Teerã.

Katz ainda ressaltou que as forças de Israel estão autorizadas a "eliminar qualquer oficial iraniano de alto escalão" que esteja ao alcance, "sem necessidade de aprovação adicional".

Khatib chefiava o Ministério da Inteligência desde agosto de 2021, ainda no mandato do finado presidente Ebrahim Raisi, e era tido como um dos pupilos do líder supremo Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro.

O clérigo se junta a uma longa lista de dirigentes iranianos assassinados por EUA e Israel desde o início do conflito, que, além de Khamenei, também inclui o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, homem forte do regime; o líder das milícias Basij, Gholamreza Soleimani; o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour; o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh; e o expoente do programa nuclear de Teerã Ali Shamkhani, entre outros.

Em entrevista à Al Jazeera, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, minimizou as perdas e disse que a República Islâmica tem uma "estrutura com instituições políticas, econômicas e sociais consolidadas" e não está "baseada em um único indivíduo".

"Se outra pessoa morresse como mártir, seria a mesma coisa. Se o ministro das Relações Exteriores morresse como mártir, haveria alguém pronto para ocupar o cargo", declarou.

Ansa - Brasil
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