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Mundo

Israel convoca embaixador na ONU e acusa secretário-geral

Chanceler diz que Guterres silencia evidências sobre estupros

4 mar 2024 - 18h07
(atualizado às 18h22)
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- O chanceler israelense, Israel Katz, informou nesta segunda-feira (4) que pediu o retorno do embaixador do país na Organização das Nações Unidas (ONU), Gilad Erdan.

?Ordenei que retorne a Israel para consultas imediatas após a tentativa de silenciar as informações sobre os estupros em massa cometidos pelo Hamas e seus colaboradores em 7 de outubro", disse ele, através do X (antigo Twitter).

A medida acrescenta mais um capítulo aos embates entre as autoridades israelenses e o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que é acusado pelo país judeu de favorecer o Hamas nas análises sobre o conflito no Oriente Médio.

O porta-voz de Guterres, Stepháne Dujarric, afirmou que o secretário-geral ?não fez, em nenhum caso", nada para suprimir os relatos.

Segundo ele, um trabalho da representante especial da ONU sobre violência sexual em conflitos, Pramila Patten, cujo relatório foi publicado hoje, "foi realizado de forma minuciosa e diligente".

No texto, Patten diz que há "boas razões para acreditar" que houve violência sexual, incluindo estupros, durante os ataques do Hamas em 7 de outubro.

Quanto aos reféns, a missão liderada pela representante coletou "informações claras e convincentes" de que alguns foram estuprados, e que "há boas razões para acreditar que essas violências ainda estão ocorrendo".

Patten, acompanhada por especialistas, visitou Israel e Cisjordânia por duas semanas e meia no início de fevereiro. Apesar dos apelos às vítimas de violência sexual para se apresentarem e testemunharem, nenhuma delas se apresentou.

No entanto, os membros da missão conseguiram falar com alguns dos reféns libertados e coletar "informações claras e convincentes de que alguns deles haviam sofrido várias formas de violência sexual relacionadas ao conflito, incluindo estupros, tortura, violência sexual e tratamentos cruéis, desumanos e degradantes", segundo o documento.

O relatório conclui que "a verdadeira extensão da violência sexual durante os ataques de 7 de outubro pode levar meses ou até anos para emergir, e pode nunca ser verdadeiramente conhecida".

O relatório convida as autoridades israelenses a "permitir o acesso" a uma missão do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e da Comissão Independente de Investigação sobre os Territórios Palestinos, para conduzir "investigações abrangentes sobre todas as alegações de violações, e integrar e aprofundar" os resultados do texto agora divulgado.

 .

Ansa - Brasil   
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