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Irã promete cogitar todas as opções se EUA classificarem Guarda Revolucionária como grupo terrorista

10 out 2017 - 08h36
(atualizado às 09h00)
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O Irã alertou aos Estados Unidos nesta terça-feira que manterá "todas as opções sobre a mesa" se o presidente norte-americano, Donald Trump, designar a Guarda Revolucionária, sua força militar de elite, como um grupo terrorista.

Membros da Guarda Revolucionária do Irã durante parada militar, em Teerã 22/09/2007 REUTERS/Morteza Nikoubazl
Membros da Guarda Revolucionária do Irã durante parada militar, em Teerã 22/09/2007 REUTERS/Morteza Nikoubazl
Foto: Reuters

O alerta ocorreu um dia depois de Teerã dizer que o próprio governo norte-americano estaria ajudando o terrorismo se adotasse tal ação.

Trump deve anunciar nesta semana sua decisão final sobre a maneira como quer conter Teerã. Ele também deve qualificar a Guarda Revolucionária, a força de segurança mais poderosa do Irã, como uma organização terrorista.

As sanções dos EUA à Guarda Revolucionária podem afetar os conflitos na Síria e no Iraque, onde Teerã e Washington apoiam lados opostos que combatem o grupo militante Estado Islâmico.

"Os norte-americanos... são pequenos demais para serem capazes de prejudicar a Guarda Revolucionária", disse Ali Akbar Velayati, o principal conselheiro do Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, segundo a agência de notícias Isna.

"Temos todas as opções na mesa. O que quer que façam, adotaremos medidas recíprocas", acrescentou.

O porta-voz do governo iraniano também disse que o mundo deveria ser "agradecido" à Guarda Revolucionária por sua luta contra o Estado Islâmico e outros grupos terroristas.

"Ao se posicionar contra a Guarda Revolucionária e designá-la como um grupo terrorista, os americanos estaria se juntando ao campo dos terroristas", disse Mohammad Baqer Nobakht em uma coletiva de imprensa semanal transmitida ao vivo pela televisão estatal.

Trump deve "descredenciar" um acordo internacional histórico de 2015 firmado com potências mundiais para conter o programa nuclear iraniano em troca da suspensão da maioria das sanções internacionais.

O anúncio de Trump não chegaria a representar um rompimento com o acordo, mas daria ao Congresso 60 dias para decidir se retoma ou não as sanções.

No domingo o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Jafari, disse que, se Washington classificar a força como uma organização terrorista, esta "considerará o Exército americano como se fosse o Estado Islâmico em todo o mundo".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Bahram Qasemi, disse na segunda-feira que o regime dá uma resposta "firme, decisiva e esmagadora" se os EUA levarem tal plano adiante.

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