Irã amplia ofensiva no Golfo após novos ataques dos EUA e fecha Estreito de Ormuz
Secretário de Defesa de Trump, Pete Hegseth, declarou que 'Irã fez a escolha errada'
Uma nova escalada militar no Oriente Médio elevou a tensão regional neste domingo (12) após uma série de ataques atribuídos ao Irã contra países do Golfo e instalações ligadas aos Estados Unidos.
A nova ofensiva ocorre após Washington anunciar a terceira rodada de bombardeios contra alvos militares iranianos, depois que Teerã decidiu fechar o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo.
Segundo autoridades iranianas, a Guarda Revolucionária lançou mísseis e drones contra alvos militares e de infraestrutura em diversos países da região.
Relatos apontam explosões nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Kuwait e Omã, além de ataques contra instalações utilizadas pelas forças americanas. O Bahrein acionou sirenes de alerta aéreo, enquanto o Kuwait informou que seus sistemas de defesa interceptaram projéteis.
O governo iraniano também afirmou ter atacado duas embarcações que transitavam pelo Estreito de Ormuz. De acordo com a imprensa iraniana, uma segunda embarcação foi atingida após um primeiro incidente envolvendo um navio mercante, fato que teria motivado a resposta militar dos Estados Unidos.
Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou a terceira rodada de ataques contra o Irã só nesta semana. Segundo os militares americanos, aproximadamente 140 alvos foram atingidos, incluindo instalações de mísseis, bases navais, depósitos de munição, redes de comunicação e posições de vigilância costeira.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que "o Irã fez a escolha errada" e afirmou que Teerã "pagará as consequências" pelos ataques contra embarcações e interesses americanos na região.
A nova ofensiva ocorre após a Guarda Revolucionária anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz "até novo aviso", enquanto integrantes do Parlamento iraniano afirmaram que o país assumiu o controle da passagem marítima.
Já os Estados Unidos contestaram essa versão. O Centcom declarou que o Irã "não controla" o estreito e afirmou que a via permanece aberta para embarcações que realizem trânsito legal, acrescentando que forças americanas continuam posicionadas para garantir a liberdade de navegação.
Em meio ao aumento de tensão, diversos países do Oriente Médio condenaram os ataques. Catar, Jordânia e Omã classificaram as ações como uma escalada perigosa e uma violação da soberania dos países atingidos.
Além disso, o governo de Omã informou ter convocado o embaixador iraniano para apresentar um protesto formal. Já o Paquistão pediu moderação às partes envolvidas e defendeu a retomada do diálogo diplomático para evitar um conflito de maiores proporções.
Enquanto isso, o conselheiro militar do Irã Mohsen Rezaei afirmou que o Estreito de Ormuz é um ativo estratégico "mais importante do que dezenas de bombas atômicas" para a segurança nacional do país "e a República Islâmica do Irã o protegerá".
"O Irã protegerá e continuará a gerir esta via navegável estratégica, que representa um dos componentes da dissuasão do país e desempenha um papel decisivo na garantia de sua segurança e interesses nacionais", concluiu. .
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