Espanha anuncia que incêndio no sul do país foi controlado; moradores poderão retornar às suas casas
Quase 1.500 moradores obrigados a abandonar suas casas devido ao incêndio, que começou na quinta-feira, no sul da Espanha, poderão retornar neste domingo (12) para as residências. O fogo, que deixou 12 mortos, foi controlado, anunciaram as autoridades do país.
Ainda é possível observar carros carbonizados nesta região da província de Almería, após o incêndio que chegou a avançar 100 metros por minuto. Depois de arrasar 7 mil hectares em um perímetro de mais de 40 quilômetros, o vento favorável e a umidade de sábado permitiram que os bombeiros começassem a controlar as chamas de um dos incêndios mais letais da história recente da Espanha.
"As condições meteorológicas da noite foram extremamente positivas e (...) podemos dar esta boa notícia da estabilização deste incêndio tão cruel", anunciou neste domingo o representante do governo regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla.
As pessoas que continuavam desalojadas poderão começar a voltar "de maneira escalonada" para suas casas, disse Moreno, que destacou o "princípio do fim do incêndio terrível". O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitará a região na segunda-feira.
As chamas avançaram rapidamente na quinta-feira por esta região, repleta de ravinas e casas isoladas, encurralando as vítimas, a maioria estrangeiras, quando tentavam fugir. Atraídos pelo sol e pela tranquilidade, muitos estrangeiros, a maioria britânicos, escolhem esta área do leste da Andaluzia para residir, ter casas de férias ou passar alguns dias.
As autoridades mantêm o balanço de 12 mortos e demonstram cautela sobre o número de desaparecidos, aguardando a conclusão das autópsias e as identificações dos corpos encontrados.
O processo sofreu um atraso porque "a coleta de amostras dos familiares está sendo complexa, já que eles estão viajando de outros países", informou o Centro de Integração de Dados em um comunicado.
A Espanha é um país na linha de frente das mudanças climáticas e enfrentou, nos últimos anos, ondas de calor cada vez mais frequentes e prolongadas, com temperaturas que muitas vezes superaram os 40ºC, o que cria condições propícias para grandes incêndios florestais.
Os incêndios devastaram quase 400 mil hectares no ano passado, o maior número registrado no país pelo Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, e provocaram oito mortes.
Com AFP
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