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Inflação avança na Itália em outubro e tem maior valor em mais de 3 anos

Índice de preços registrou crescimento anual de 5,4%

30 out 2026 - 08h33
(atualizado às 08h46)
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Resumo
A inflação anual da Itália subiu para 5,4% em outubro, atingindo o maior patamar em mais de três anos. Segundo o Istat, a alta foi puxada pela disparada de 31,4% nos preços da energia, agravada pela guerra no Irã, além de aumentos em alimentos não processados e transportes. O avanço acelerado no custo de vida tem provocado protestos de diversas categorias de trabalhadores e estudantes, levando o presidente Sergio Mattarella a alertar sobre a perda do poder de compra e o impacto dos conflitos globais.

A inflação anual na Itália subiu para 5,4% em outubro, ante 4,2% em setembro, segundo estimativa preliminar divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).

Alta dos combustíveis tem pressionado inflação na Itália
Alta dos combustíveis tem pressionado inflação na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Esse é o maior patamar do Índice Nacional de Preços para o Consumo (NIC) desde agosto de 2023, resultado impulsionado pela disparada dos preços da energia em função da guerra no Irã.

De acordo com o instituto, os bens energéticos avançaram 31,4% em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2025, contra uma alta anual de 22,6% em setembro.

O crescimento foi puxado tanto pelos produtos energéticos não regulados, como combustíveis (de +22,5% para +29,4%), quanto pelos regulados, como tarifas de eletricidade e gás (de +25,8% para +59,5%).

Outros itens também pressionaram o índice de inflação: o aumento dos preços de alimentos não processados passou de +5,5% em setembro para +7,5% em outubro; e dos serviços de transporte, de +1,6% para +3,1%. Já os alimentos processados, incluindo bebidas alcoólicas, viram sua deflação anual recuar de -0,6% para -0,2%.

Na comparação com setembro, o índice NIC registrou alta de 0,9% em outubro, segundo o Istat. O aumento do custo de vida na Itália tem motivado protestos de estudantes e de diversas classes de trabalhadores, como agricultores, pescadores e caminhoneiros, especialmente afetados pela alta do diesel.

"Conflitos geoeconômicos e geopolíticos estão minando o padrão de vida dos cidadãos por meio da inflação e da estagnação dos salários", alertou o presidente da República, Sergio Mattarella, em uma mensagem divulgada nesta sexta por ocasião do Dia da Poupança.

Ansa - Brasil
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