Rússia e Ucrânia anunciam evacuação humanitária em Oleshky
População tem escolhido para qual dos dois países quer seguir
Rússia e Ucrânia iniciaram uma evacuação humanitária em Oleshky, cidade sob ocupação russa cuja população caiu de 24 mil para cerca de 2 mil habitantes em meio à escassez de recursos e ao fogo cruzado. Os civis podem optar por seguir para território russo ou ucraniano. A operação ocorre sob um cessar-fogo temporário mediado pelos Estados Unidos e reforçado pelo Papa, com previsão de duração até domingo, visando retirar os moradores que ainda permanecem na região em condições críticas.
A evacuação humanitária na cidade ucraniana de Oleshky teve início nesta sexta-feira (30), sendo confirmada por autoridades de Kiev e Moscou. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram a população escolhendo se quer seguir para a Ucrânia ou para a Rússia.
De acordo com o primeiro-ministro ucraniano, Sergii Koretskyi, a estimativa é que 527 moradores da cidade ? atualmente sob ocupação russa ?fiquem no território controlado por Kiev.
Já o representante da Ucrânia para os Direitos Humanos, Dmytro Lubinets, divulgou vídeos em que aparece conversando com moradores locais; muitos deles aparecem chorando, enquanto agradecem pela ajuda.
Do lado russo, a comissária para os Direitos Humanos Yana Lantratova também mostrou em vídeo a retirada da população em ônibus, explicando que as pessoas seguem rumo à Rússia ou à Ucrânia, de acordo com a vontade de cada um.
Oleshky fica na margem sul do rio Dnipro e foi tomada por tropas russas em 2022. Desde então, a população caiu de cerca de 24 mil habitantes para aproximadamente 2 mil.
Moradores que conseguiram fugir da cidade relatam que a população remanescente está presa no fogo cruzado entre russos e ucranianos e enfrenta escassez de comida e medicamentos.
O cessar-fogo local, que deve durar até domingo (1º), foi mediado pelos Estados Unidos e anunciado pela primeira-dama do país, Melania Trump, em 23 de outubro. O pedido de trégua também foi reforçado pelo papa Leão XIV durante telefonemas com os presidentes russo, Vladimir Putin, e ucraniano, Volodymyr Zelensky, nos últimos dias.
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