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Rússia e Ucrânia anunciam evacuação humanitária em Oleshky

População tem escolhido para qual dos dois países quer seguir

30 out 2026 - 09h36
(atualizado às 09h51)
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Resumo
Rússia e Ucrânia iniciaram uma evacuação humanitária em Oleshky, cidade sob ocupação russa cuja população caiu de 24 mil para cerca de 2 mil habitantes em meio à escassez de recursos e ao fogo cruzado. Os civis podem optar por seguir para território russo ou ucraniano. A operação ocorre sob um cessar-fogo temporário mediado pelos Estados Unidos e reforçado pelo Papa, com previsão de duração até domingo, visando retirar os moradores que ainda permanecem na região em condições críticas.

A evacuação humanitária na cidade ucraniana de Oleshky teve início nesta sexta-feira (30), sendo confirmada por autoridades de Kiev e Moscou. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram a população escolhendo se quer seguir para a Ucrânia ou para a Rússia.

População remanescente em Oleshky é evacuada nesta sexta
População remanescente em Oleshky é evacuada nesta sexta
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com o primeiro-ministro ucraniano, Sergii Koretskyi, a estimativa é que 527 moradores da cidade ? atualmente sob ocupação russa ?fiquem no território controlado por Kiev.

Já o representante da Ucrânia para os Direitos Humanos, Dmytro Lubinets, divulgou vídeos em que aparece conversando com moradores locais; muitos deles aparecem chorando, enquanto agradecem pela ajuda.

Do lado russo, a comissária para os Direitos Humanos Yana Lantratova também mostrou em vídeo a retirada da população em ônibus, explicando que as pessoas seguem rumo à Rússia ou à Ucrânia, de acordo com a vontade de cada um.

Oleshky fica na margem sul do rio Dnipro e foi tomada por tropas russas em 2022. Desde então, a população caiu de cerca de 24 mil habitantes para aproximadamente 2 mil.

Moradores que conseguiram fugir da cidade relatam que a população remanescente está presa no fogo cruzado entre russos e ucranianos e enfrenta escassez de comida e medicamentos.

O cessar-fogo local, que deve durar até domingo (1º), foi mediado pelos Estados Unidos e anunciado pela primeira-dama do país, Melania Trump, em 23 de outubro. O pedido de trégua também foi reforçado pelo papa Leão XIV durante telefonemas com os presidentes russo, Vladimir Putin, e ucraniano, Volodymyr Zelensky, nos últimos dias. 

Ansa - Brasil
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