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Homem que tentou matar Trump em campo de golfe é condenado à prisão perpétua

Os promotores afirmaram que Routh, de 59 anos, se mostrou 'totalmente sem arrependimento' em relação ao incidente na Flórida.

4 fev 2026 - 20h03
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Ryan Routh foi detido logo após ser atingido por um tiro disparado por um agente do Serviço Secreto
Ryan Routh foi detido logo após ser atingido por um tiro disparado por um agente do Serviço Secreto
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Ryan Routh foi condenado à prisão perpétua por tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em setembro de 2024.

Routh, de 59 anos, foi considerado culpado no ano passado por tentar matar Trump, então ainda candidato à presidência, em um campo de golfe, em West Palm Beach, na Flórida.

Um agente do Serviço Secreto americano, que estava na área, avistou o cano de um rifle saindo dos arbustos e atirou em Routh, que fugiu do local. Ele foi preso nas proximidades.

Em sua sentença, a juíza Aileen Cannon disse que os crimes de Routh "indiscutivelmente justificam uma sentença de prisão perpétua".

"[Ele] se preparou ao longo de meses para assassinar um importante candidato à Presidência, demonstrou a vontade de matar qualquer um que estivesse em seu caminho e, desde então, não expressou arrependimento nem remorso às suas vítimas", escreveu a juíza.

O advogado de Routh, Martin Ross, disse que eles recorreriam da decisão.

Routh se declarou inocente e optou por se representar durante o julgamento, que começou em 8 de setembro.

Trump estava em seu campo de golpe, na Flórida, quando homem com um rifle foi visto atrás de arbustos
Trump estava em seu campo de golpe, na Flórida, quando homem com um rifle foi visto atrás de arbustos
Foto: The Washington Post via Getty Images / BBC News Brasil

Natural da Carolina do Norte e residente no Havaí antes de sua prisão, Routh agiu de forma repetidamente errática durante o processo judicial, incluindo desafiar Trump para uma partida de golfe e fazer referências a Adolf Hitler e ao presidente russo Vladimir Putin.

Depois do júri considerá-lo culpado, Routh tentou enfiar uma caneta no próprio pescoço antes de ser retirado por agentes federais da sala do tribunal.

Embora se acredite que Routh não tenha tido, em nenhum momento, uma linha de visão clara para atirar em Trump durante o incidente, agentes federais disseram aos jurados que posteriormente recuperaram um rifle semiautomático com mira telescópica e carregador estendido no local onde ele estava escondido.

Além disso, os jurados foram informados de que Routh deixou para trás uma lista de locais onde Trump provavelmente apareceria, bem como um bilhete para um amigo no qual descrevia o episódio como "uma tentativa de assassinato".

Em sua declaração final durante o julgamento, Routh falou na terceira pessoa sobre vários assuntos sem relação, incluindo a história dos Estados Unidos, a guerra entre Rússia e Ucrânia e sua intenção de comprar um barco — o que levou o juiz a interrompê-lo repetidamente e a retirar o júri da sala.

O principal promotor do caso, John Shipley, afirmou que foi apresentada uma "montanha de provas" que aponta para "o quão perto ele chegou de realmente levar isso adiante".

O incidente na Flórida foi a segunda tentativa contra a vida de Trump em 2024, após um atirador disparar uma arma de fogo em um comício de campanha em Butler, na Pensilvânia, em julho.

O tiroteio deixou uma pessoa morte e várias feridas, incluindo Trump.

O atirador, posteriormente identificado como Thomas Crooks, 20 anos, foi morto por agentes na cena do crime.

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