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Hezbollah está confiante de que qualquer acordo entre EUA e Irã incluirá o Líbano, diz político

12 jun 2026 - 09h40
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O Hezbollah está confiante de ‌que o Irã insistirá na inclusão do Líbano em um acordo com os Estados Unidos, afirmou na sexta-feira um importante político do Hezbollah, à medida que aumentavam as esperanças de um acordo entre Teerã e Washington.

O Hezbollah, fundado pela Guarda ⁠Revolucionária do Irã em 1982, entrou no conflito regional em ‌apoio a Teerã em 2 de março, abrindo fogo contra Israel e provocando uma ofensiva israelense que já matou ‌milhares de pessoas no Líbano.

Autoridades iranianas têm ‌insistido repetidamente no fim dos combates no Líbano ⁠como parte de qualquer acordo mais amplo.

"Se o acordo for fechado, temos total confiança na República Islâmica... temos confiança de que ela insistirá em qualquer acordo que inclua a questão do Líbano", disse Hassan Fadlallah, político do Hezbollah, em um ‌trecho de discurso transmitido pela TV Al-Manar, do grupo.

As forças israelenses ‌ocuparam vastas áreas ⁠do sul do ⁠Líbano, onde a Agência Nacional de Notícias do Líbano relatou novos ataques ⁠aéreos israelenses em várias ‌cidades e vilarejos na ‌sexta-feira.

Uma fonte ocidental disse que um memorando entre os Estados Unidos e o Irã para interromper a guerra no Golfo poderia ser assinado já no domingo. A fonte ⁠afirmou que a redação do memorando ainda estava sendo finalizada e que o Irã mantinha sua posição de que o acordo também precisa pôr fim aos combates no Líbano.

Na semana passada, Mohsen Rezaei, assessor ‌do líder supremo do Irã, disse que o Hezbollah havia "feito grandes sacrifícios" na guerra e que o Líbano "será parte indissociável ⁠de qualquer acordo e de qualquer cessar-fogo", em comentários divulgados pela agência de notícias semioficial Mehr.

A guerra no Líbano continua apesar de vários cessar-fogos anunciados pelos Estados Unidos, que têm mediado as negociações entre os governos libanês e israelense.

O Hezbollah não é parte das negociações e pediu que o governo libanês se retirasse do processo.

O Hezbollah rejeitou um plano apoiado pelos EUA anunciado na semana passada, que dependeria da cessação de fogo por parte do grupo e da retirada de seus combatentes do sul do Líbano.

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