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'Guerra travada por máquinas está cada vez mais próxima', alerta ONU

Entidade disse que IA cumpre um papel cada vez maior nas decisões tomadas em conflitos

21 out 2026 - 12h47
(atualizado às 12h59)
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Resumo
A ONU alertou que guerras travadas por máquinas estão cada vez mais próximas devido ao avanço da inteligência artificial em decisões militares. Segundo o Unidir, a redução do controle humano eleva os riscos de erros graves e escaladas não intencionais, inclusive na esfera nuclear. Diante da defasagem nos mecanismos tradicionais de controle bélico, a entidade busca estabelecer diretrizes com empresas do setor e criar fóruns de diálogo permanente entre governos e sociedade civil.

A Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que a inteligência artificial (IA) vem desempenhando um papel cada vez maior nas decisões tomadas em tempos de guerra e alertou que os conflitos conduzidos por máquinas estão cada vez mais próximos.

Militar ucraniano utilizando um controle remoto para pilotar um drone durante um exercício
Militar ucraniano utilizando um controle remoto para pilotar um drone durante um exercício
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O diplomata alemão Robin Geiss, diretor do Instituto das Nações Unidas para Pesquisa sobre Desarmamento (Unidir), destacou que a IA está acelerando os processos de tomada de decisão e reduzindo o papel do julgamento humano, inclusive na esfera nuclear.

"Os sistemas de IA, cujo funcionamento interno por vezes permanece opaco, trazem novos riscos de erros, cálculos equivocados e escaladas não intencionais. A guerra conduzida por máquinas está cada vez mais próxima", alertou a ONU.

Geiss também ressaltou que a inteligência artificial está transformando as operações militares e já marca presença em praticamente todas as suas etapas. À medida que essas tecnologias avançam, os processos de tomada de decisão se tornam mais rápidos, o que pode dificultar o controle dos conflitos.

"Um número limitado de Estados e empresas privadas está desenvolvendo tecnologias capazes de afetar a segurança de todo o planeta. Contudo, os mecanismos tradicionais de controle de armas ainda não foram adaptados a essa nova realidade", declarou o diplomata alemão.

Para enfrentar essa lacuna, o Unidir está desenvolvendo uma estrutura de conduta corporativa responsável, voltada para empresas que atuam no setor. O instituto também planeja realizar um fórum que reunirá governos, representantes da indústria, pesquisadores e membros da sociedade civil, com o objetivo de criar uma plataforma permanente de diálogo sobre as implicações militares da inteligência artificial. .

Ansa - Brasil
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