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Guerra entre Israel, EUA e Irã chega ao terceiro dia e se espalha pelo Oriente Médio

Israelenses bombardeiam o Hezbollah no Líbano e novas explosões são ouvidas em Teerã; aviões americanos caem no Kuwait e cidades israelenses são alvo de ataque

2 mar 2026 - 10h18
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TEL-AVIV - A guerra no Oriente Médio chegou ao terceiro dia nesta segunda-feira, 2, com novos bombardeios trocados entre Israel e Irã e a expansão de novos focos de conflito na região.

Durante a madrugada, o Hezbollah, milícia xiita aliada ao Irã, lançou ataques contra o norte de Israel como retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei no sábado. O Exército israelense respondeu com bombardeios contra o grupo no sul do Líbano e nos arredores de Beirute. Ao menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas, segundo o governo libanês.

O Irã, então, respondeu com novos ataques contra cidades israelense. Segundo o governo iraniano, foram lançados mísseis contra Haifa e Tel-Aviv e Jerusalém, onde fica o gabinete do premiê Binyamin Netanyahu.

Fumaça sobe após o Irã lançar um ataque com mísseis contra o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA em Manama. Mísseis atingiram a área da instalação naval e colunas de fumaça foram vistas subindo das proximidades após o ataque
Fumaça sobe após o Irã lançar um ataque com mísseis contra o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA em Manama. Mísseis atingiram a área da instalação naval e colunas de fumaça foram vistas subindo das proximidades após o ataque
Foto: Stringer/Anadolu via Getty Images

Drones atacam o Golfo

Drones iranianos também atacaram petroleiros no Golfo Pérsico, além de alvos nas águas territoriais de Omã. O Irã também lançou drones contra alvos industriais no Catar. Foram registrados ainda ataques na Arábia Saudita. Além disso, os Emirados Árabes disseram ter interceptado um ataque iraniano.

O governo britânico diz ter impedido um ataque com drones contra sua base aérea no Chipre, que tem auxiliado o esforço de defesa antiaérea israelense.

Em meio ao caos, os militares dos EUA afirmaram que o Kuwait "abateou por engano" três caças F-15E Strike Eagle americanos durante uma missão de combate.

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Novos ataques ao Irã

Pela manhã, Israel lançou também novos ataques contra a capital iraniana, Teerã.

Pelo menos 555 pessoas foram mortas no Irã até o momento pela campanha conjunta EUA-Israel, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, e mais de 130 cidades em todo o país foram atacadas. Em Israel, 11 pessoas foram mortas.

O clérigo iraniano Alireza Arafi, em seu primeiro pronunciamento público desde que se tornou membro do conselho de liderança provisório do Irã, disse esperar que um novo líder supremo seja nomeado "rapidamente" para substituir Ali Khamenei.

A Assembleia de Peritos, composta por 88 membros, um grupo formado principalmente por clérigos linha-dura, escolherá o substituto do ex-líder supremo Ali Khamenei. No entanto, ainda não há um sucessor definido.

Arafi integra um conselho de liderança provisório que inclui o presidente Masoud Pezeshkian e o chefe do judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, também linha-dura. Arafi acrescentou que as instituições estatais continuam a funcionar "sob estas circunstâncias extremamente difíceis".

Catar suspende produção de gás natural

A QatarEnergy, uma das maiores produtoras de gás natural do mundo, anunciou a suspensão da produção de gás natural liquefeito (GNL), retirando assim uma de suas principais fornecedoras globais do mercado.

"Devido a ataques militares às instalações operacionais da QatarEnergy nas cidades industriais de Ras Laffan e Mesaieed, no Catar, a empresa interrompeu a produção de gás natural liquefeito e produtos associados", afirmou. "A QatarEnergy valoriza o relacionamento com todos os seus parceiros e continuará a comunicar as informações mais recentes disponíveis."

A empresa não divulgou um prazo para a retomada da produção.

Trump diz que guerra pode durar mais de um mês

Em entrevista ao jornal americano The New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apontou que Washington e Tel-Aviv pretendem manter os ataques ao Irã por "quatro a cinco semanas", se necessário.

"Não será difícil", acrescentou Trump. "Temos quantidades enormes de munição. Sabe, temos munição armazenada em todo o mundo, em diferentes países."

O presidente americano não mencionou as preocupações do Pentágono de que o conflito pudesse esgotar ainda mais as reservas que estrategistas militares consideram cruciais para cenários como um conflito por Taiwan ou incursões russas na Europa.

Durante a ligação de aproximadamente seis minutos, Trump disse que tinha "três ótimas opções" para liderar o Irã, embora tenha se recusado a nomeá-las. No domingo, 1, o principal funcionário de segurança nacional do Irã, Ali Larijani, disse que um comitê interino administraria o país até que um sucessor para o líder supremo fosse escolhido.

O presidente apresentou uma variedade de visões, muitas vezes inconsistentes, de como um novo governo poderia se formar após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, que governou o país por mais de três décadas até ser morto em um ataque aéreo no sábado.

O republicano apontou que esperava que as forças militares de elite do Irã — incluindo oficiais experientes da Guarda Revolucionária Islâmica que detêm influência substancial e lucram com o regime atual — simplesmente entregassem suas armas à população iraniana.

"Eles realmente se renderiam ao povo, se você parar para pensar", disse ele.

Em seguida, ele ofereceu um modelo muito diferente de como a transição de poder no Irã poderia ser, referindo-se repetidamente à sua experiência na Venezuela, depois de ordenar que uma equipe da Força Delta prendesse o ditador Nicolás Maduro.

"O que fizemos na Venezuela, eu acho, é o cenário perfeito", disse Trump.

O presidente americano também criticou o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, pelo atraso na autorização para o uso da base militar britânica de Diego Garcia, no Oceano Índico, para atacar posições iranianas.

Quinto militar americano morre durante operação contra o Irã

Um quinto militar americano morreu durante a guerra com o Irã, de acordo com um anuncio do Comando Central dos EUA nesta segunda-feira, 2.

O militar foi ferido durante a fase inicial da operação e morreu nesta segunda-feira, informou o comando. Outros quatro militares foram mortos desde que Israel e os EUA lançaram ataques contra o Irã no sábado, 28./com NYT e AP

Estadão
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