Governo italiano discute medidas de segurança após tumultos em Turim
Meloni visitou policiais que ficaram feridos durante protesto
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, reuniu-se com membros do alto escalão de seu gabinete e com os chefes das forças policiais do país para discutir medidas de segurança após os tumultos do último sábado (31), protagonizados por ativistas em Turim, nos quais cerca de 100 agentes ficaram feridos.
A confusão ocorreu durante um ato que tinha como objetivo protestar contra o fechamento da sede do centro social anarquista e anticapitalista Askatasuna, desocupada pelas autoridades locais em dezembro.
O ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, deverá apresentar um relatório ao Parlamento sobre o ocorrido na capital da região do Piemonte na próxima terça-feira (3).
O governo italiano já trabalhava em um pacote de segurança, mas as cenas de guerra urbana vistas em Turim indicam que as autoridades devem acelerar o processo e, possivelmente, incluir medidas mais rigorosas no projeto.
O vice-premiê e ministro dos Transportes, Matteo Salvini, cogitou a adoção de prisões preventivas. Já Elly Schlein, líder da oposição, afirmou ter ligado para Meloni e pediu que ela não explorasse o episódio para obter ganhos políticos, argumentando que os partidos deveriam permanecer unidos em apoio à polícia.
A chefe de governo italiana visitou um hospital em Turim para se encontrar pessoalmente com alguns dos policiais feridos nos confrontos, incluindo Alessandro Calista, um agente de 29 anos que sofreu fraturas após um ataque brutal promovido pelos manifestantes.
Diversos vídeos compartilhados nas redes sociais mostram um dos participantes do ato atacando Calista com um martelo. Após perder o capacete, o policial se isolou dos colegas e correu sério risco de ser linchado, mas acabou resgatado por outro agente que utilizava um escudo antimotim.
Meloni afirmou que o agente foi vítima de uma tentativa de homicídio, enquanto o ministro da Defesa, Guido Crosetto, classificou os manifestantes como "gangues armadas", comparando-os ao grupo terrorista Brigadas Vermelhas, ativo nas décadas de 1970 e 1980. .