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Governo alemão rejeita acusações de falta de preparo em inundações

19 jul 2021 18h53
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Autoridades alemãs rejeitaram sugestões de que muito pouco havia sido feito na preparação para as inundações de semana passada e afirmaram que os sistemas de alerta funcionaram, enquanto o número de mortos no pior desastre natural do país em seis décadas superou a marca de 160.

Enchente em Kreuzberg, na Alemanha
19/7/2021    REUTERS/Wolfgang Rattay
Enchente em Kreuzberg, na Alemanha 19/7/2021 REUTERS/Wolfgang Rattay
Foto: Reuters

Enchentes devastaram partes da Europa Ocidental desde quarta-feira passada, e os estados alemães da Renânia e Renânia do Norte-Vestfália, assim como partes da Bélgica, estão entre os mais atingidos.

No distrito de Ahrweiler, pelo menos 117 pessoas morreram, e a polícia alertou que o número de mortos certamente cresceria conforme continuam as operações de limpeza e reconstrução após as inundações, que devem chegar a custar bilhões de euros.

O alto número de mortos levantou questões sobre a quantidade de pessoas que parece ter sido surpreendida pelas enchentes, com políticos de oposição sugerindo que o número de mortos revelou sérias falhas na preparação da Alemanha para as inundações.

O ministro do Interior, Horst Seehofer, disse que o Serviço Nacional Meteorológico da Alemanha (DWD) emite alertas aos 16 Estados alemães e de lá aos distritos e comunidades que decidem em qual nível irão responder.

"Seria completamente inconcebível que tal catástrofe fosse administrada de maneira central, de apenas um lugar", disse Seehofer a jornalistas na segunda-feira. "É preciso conhecimento local".

As críticas à maneira com a qual o governo respondeu às emergências são "retórica eleitoral barata de campanha", disse o político.

A devastação causada pelas enchentes, atribuídas por meteorologistas aos efeitos das mudanças climáticas, pode estremecer as eleições federais em setembro, que até agora tiveram poucas discussões sobre o clima.

Uma pesquisa para o jornal Der Spiegel mostrou que apenas 26% acreditam que Armin Laschet, que é o candidato conservador para substituir Angela Merkel como chanceler, seria um bom administrador em momentos de crise.

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