Filme de Attenborough sobre resistência dos oceanos atrai rei Charles para a pré-estreia
O naturalista britânico David Attenborough diz que há esperança para o futuro dos oceanos do planeta, apesar da escala de seus danos, em seu novo filme que teve pré-estreia na noite desta terça-feira com a presença do rei Charles.
Em seu mais recente trabalho, "Ocean", Attenborough, um dos mais conhecidos documentaristas e cineastas da natureza do mundo, cujo trabalho se estende por sete décadas, mostra os desafios enfrentados pelos mares ao longo de sua vida, desde práticas destrutivas de pesca industrial até o branqueamento em massa dos recifes de corais.
"Depois de quase 100 anos no planeta, agora entendo que o lugar mais importante da Terra não é a terra, mas o mar", diz ele em um trailer do filme.
Seu lançamento completo nos cinemas na quinta-feira coincide com o 99º aniversário de Attenborough.
"Quando David Attenborough começou, havia dois canais de TV e todos o conheciam como a voz da natureza. Agora há centenas de canais, mídias sociais, mas ele ainda é a voz da natureza", disse Enric Sala, produtor executivo do filme e fundador da National Geographic Pristine Seas, em uma entrevista.
A pré-estreia noturna desta terça-feira em Londres, que também contou com a presença de outros convidados, incluindo o ex-enviado climático dos EUA John Kerry e a atriz e modelo Cara Delevingne, seguiu-se a uma exibição diurna para estudantes e professores, que também foi assistida pelo príncipe William, embora ele não tenha falado no evento.
O herdeiro do trono, assim como seu pai, o rei Charles, defendeu a proteção do planeta lançando seu Prêmio Earthshot multimilionário em 2020, para ajudar a estimular novas soluções ambientais.
Attenborough também forjou um forte relacionamento com a família real e é um apoiador do prêmio Earthshot e filmou um documentário em 2018 com a falecida tainha Elizabeth, "The Queen's Green Planet".
Sala disse que era importante exibir o filme de Attenborough para os espectadores mais jovens.
"Esperamos que as gerações mais jovens que comparecerem à exibição de hoje se sintam tão inspiradas que queiram ser o David Attenborough do futuro", disse Sala.
Apesar de retratar o sombrio estado atual da saúde do oceano, as descobertas feitas durante as filmagens oferecem esperança, disse Attenborough.
"O oceano pode se recuperar mais rápido do que imaginamos, ele pode voltar à vida", disse Attenborough no filme.
"Se salvarmos o mar, salvaremos nosso mundo. Depois de uma vida inteira filmando nosso planeta, tenho certeza de que nada é mais importante."
O lançamento do filme ocorre antes da Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano, em junho, onde se espera que mais países ratifiquem um acordo de 2023 para proteger a biodiversidade do oceano, que atualmente não tem signatários suficientes para entrar em vigor.