Famílias de vítimas de Crans-Montana sofrem com 'abandono', diz Papa
Leão XIV enviou mensagem para missa de 30º dia de incêndio
O papa Leão XIV enviou uma mensagem para a missa de 30º dia do incêndio que matou 41 pessoas, sobretudo adolescentes e jovens adultos, e feriu 115 em um bar em Crans-Montana, na Suíça, em 1º de janeiro.
No texto, o líder da Igreja Católica expressou sua "proximidade e compaixão" às famílias das vítimas, cujas "almas são afligidas não apenas pelo sofrimento, mas também pela incompreensão e pelo sentimento de abandono".
"É com profunda emoção que me dirijo a todos vocês, aqui reunidos em luto e tristeza, um mês após o trágico incêndio em Crans-Montana, que ceifou tantas vidas. Vocês perderam um ente querido, ou talvez algum parente ainda esteja sofrendo, com sequelas que os marcarão para sempre", declarou o Papa.
Leão XIV ainda invocou para familiares e amigos dos mortos "a esperança de rever um dia" seus entes queridos e de que, "mesmo aqui na Terra, um novo dia amanhecerá, e a alegria retornará aos seus corações".
"Nada de belo e feliz que vocês tenham vivido com eles se perde para sempre; nada acabou!", disse o pontífice na mensagem, lida durante a missa em Crans-Montana.
O incêndio ocorreu na madrugada de 1º de janeiro, durante as celebrações do Ano Novo, no bar Le Constellation, e o fogo teria sido provocado por fagulhas lançadas por velas pirotécnicas na espuma antirruído que revestia o teto do local.
O Ministério Público de Sion investiga quatro pessoas pelo incêndio: Jacques e Jessica Moretti, proprietários do Constellation, e Ken Jacquemoud e Christophe Balet, o ex e o atual responsável de segurança na Prefeitura de Crans-Montana, que não inspecionava o bar desde 2020.
Entre os mortos na tragédia estão seis adolescentes italianos de 15 e 16 anos de idade.