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Ex-presidente da Colômbia, Uribe renuncia ao Senado

Político teve prisão domiciliar decretada no início do mês

19 ago 2020 - 15h25
(atualizado às 17h52)
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O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe, que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto após determinação do Supremo Tribunal Federal, decidiu renunciar ao cargo de senador nesta terça-feira (18).

Político teve prisão domiciliar decretada no início do mês
Político teve prisão domiciliar decretada no início do mês
Foto: Ansa / Ansa - Brasil

Líder do governo colombiano entre 2002 e 2010, Uribe é alvo de um inquérito por ter supostamente manipulado testemunhas contra o opositor e senador de esquerda Iván Cepeda.

O pedido de renúncia foi enviado em carta destinada ao presidente do Senado, Arturo Char, na qual Uribe também denunciou violações de "oito garantias processuais" e alegadas atividades ilegais contra si e seu advogado.

Em nota, o ex-líder colombiano afirma que a prisão viola garantias processuais e ressalta que não existe provas das acusações. "A medida anula qualquer expectativa de poder voltar ao Senado. Os atos e decisões de indivíduos ajudam a dar respeito pelas instituições nas quais atuam ou acarretam em todo o contrário", escreveu.

De acordo com alguns analistas, a renúncia de Uribe, considerado o líder político mais poderoso da Colômbia nos últimos 20 anos, teria ocorrido devido a uma estratégia jurídica.

O ex-presidente, que testou positivo para o novo coronavírus, cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto no âmbito do processo em que ele é acusado de manipulação de testemunhas contra Cepeda e de obstrução de justiça.

O processo de Uribe teve início em 2012, quando apresentou uma denúncia ao senador de esquerda por um suposto complô contra ele, apoiado em falsos testemunhos. No entanto, em 2018, a Corte arquivou o inquérito envolvendo Cepeda e abriu uma investigação contra o ex-presidente. Com isso, Uribe passou a ser investigado por fraude processual e suborno, crimes que podem resultar em até oito anos de prisão.

Ansa - Brasil
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