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Papa Francisco

Seguido por câmeras, Bento XVI tem despedida em estilo 'Big Brother'

28 fev 2013 - 06h13
(atualizado às 07h24)
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Bento XVI, o primeiro Papa a abrir uma conta de Twitter, será também marcado como o primeiro líder da Igreja Católica a ter seus momentos finais de pontificado transmitidos ao vivo para o mundo, nesta quinta-feira.

O Centro de TV do Vaticano (CTV) pretende registrar as horas finais de Bento XVI como Papa com um total de 26 câmeras, que o seguirão pelo Palácio Apostólico do Vaticano até ele embarcar em um helicóptero, às 17h locais (13h de Brasília) em direção a Castel Gandolfo, a residência de verão dos papas.

Em Castel Gandolfo, Bento XVI, o primeiro pontífice a renunciar ao cargo em quase seis séculos, fará uma última saudação aos fiéis a partir de uma janela antes de deixar oficialmente o posto, às 20h (16h de Brasília).

"Pretendemos registrar esses momentos respeitando a pessoa do Papa e informando aos fiéis que querem apoiar Bento XVI num momento tão importante como esse", afirmou o monsenhor Dario Edoardo Viganó, diretor da CTV.

A superexposição de Bento XVI em seus últimos momentos como Papa deve contrastar com o recolhimento pretendido por ele a partir da sexta-feira, já como "Papa emérito" Bento XVI.

Após dois meses em Castel Gandolfo, Bento XVI deverá se mudar definitivamente para um convento dentro dos jardins do Vaticano, onde pretende, em suas palavras, viver uma vida de orações e estudos, longe dos olhos do mundo.

Despedida dos cardeais

Pela manhã desta quinta-feira, ainda no Vaticano, o Papa deve despediu-se oficialmente dos cardeais presentes em Roma. Esperava-se que, entre os temas do encontro, esteja o conteúdo do relatório confidencial sobre os documentos vazados do Vaticano no ano passado. O relatório, preparado por três cardeais, foi entregue a Bento XVI na segunda-feira.

Segundo a mídia italiana, os documentos indicariam disputas de poder dentro da Cúria Romana, além de possíveis escândalos de corrupção e sexuais. O conteúdo do relatório não foi divulgado oficialmente.

Muitos analistas consideram também que o relatório poderá influenciar a escolha do próximo pontífice, esperada para se iniciar por volta do dia 10 de março no conclave formado pelos cardeais com menos de 80 anos.

Há 117 cardeais com direito a participar do conclave, mas dois já anunciaram sua abstenção - o escocês Keith O'Brien, que renunciou na segunda-feira ao cargo de arcebispo de St. Andrews e Edimburgo após ser acusado de "atos impróprios" contra padres nos anos 1980, e o cardeal Julius Darmaatmadja, chefe da Igreja Católica na Indonésia, que alegou problemas de visão.

Entre os cardeais eleitores estão cinco brasileiros - dom Cláudio Hummes, 78 anos, ex-arcebispo de São Paulo e atual prefeito emérito da Congregação para o Clero, dom Geraldo Majella Agnelo, 79 anos, arcebispo emérito de Salvador, dom Odilo Scherer, 63 anos, arcebispo de São Paulo, dom Raymundo Damasceno Assis, 76 anos, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), e dom João Braz de Aviz, 64 anos, ex-arcebispo de Brasília.

Dom Odilo Scherer é apontado em várias listas como um dos possíveis candidatos a se tornar papa, assim como, em menor grau, dom João Braz de Aviz, que vive em Roma e é o atual prefeito da Congregação para os Institutos da Vida Cosagrada e Sociedades da Vida Apostólica.

Última audiência pública

Na manhã da quarta-feira, Bento XVI participou de seu último grande evento público, no Vaticano. Diante de uma Praça São Pedro lotada, ele saudou os fiéis a bordo de seu papamóvel antes de proferir um discurso e saudações em várias línguas, incluindo o português.

No discurso de sua última audiência geral, Bento XVI expressou gratidão pelos mais de oito anos de seu pontificado, mas admitiu que enfrentou "águas agitadas" durante o período. Bento XVI afirmou que seu Papado foi um "fardo pesado", mas que foi guiado por Deus e sentiu sua presença "todos os dias".

"Senti-me como São Pedro com seus apóstolos no Mar da Galileia", afirmou o papa, em referência a uma história bíblica em que Jesus Cristo teria aparecido para discípulos nesse local. "Houve momentos nos quais os mares estavam revoltos, os ventos sopravam contra nós e parecia que o Senhor estava dormindo", disse.

Ao analisar o discurso do papa, o cardeal brasileiro dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, afirmou que Bento XVI "falou com o coração, com emoção, embora não deixe extravasar muito isso".

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