Papa Bento 16 é visto ao celebrar uma missa no Vaticano. Com imagens marcantes e frases momentâneas, Bento 16 está montando um último testamento para a sua Igreja Católica Romana, pedindo aos líderes que ponham de lado suas rivalidades e pensem apenas na unidade da fé. 13/02/2013
Foto: Alessandro Bianchi / Reuters
O cardeal Kurt Koch, assessor próximo do papa Bento XVI que vai participar da votação para eleger o próximo líder da Igreja Católica Romana, disse que não há motivos que impeçam que o novo pontífice seja africano ou latino-americano. Koch, chefe do departamento do Vaticano que trata da unidade cristã e das relações com os judeus, também afirmou que não tinha dúvidas que o papa Bento XVI renunciaria ao invés de governar até a morte, e disse que os próximos papas têm liberdade para fazer a mesma coisa.
"Os desafios da Igreja no mundo são muito diferentes em diferentes continentes: na África, na Ásia e na América Latina. A questão é onde os desafios serão maiores, em qual continente, deve ser um papa para, acima de tudo, a América Latina, para a África", disse Koch à Reuters durante uma entrevista. "Imagino que seja possível dar um passo em direção a um papa negro, um papa africano ou um papa latino-americano. Posso imaginar isso."
Koch, 62 anos, um suíço de fala mansa, será um dos 117 cardeais com idade inferior a 80 anos que podem participar do conclave secreto para eleger o próximo papa, que está previsto para começar em meados de março. Tem havido muita especulação na Igreja sobre se o homem que será o sucessor de Bento 16 deve ser um não-europeu, e que seria o primeiro em mais de um milênio.
Enquanto a Igreja na Europa é polarizada e suas congregações têm diminuído, a Igreja na África está crescendo e na América Latina continua a ser grande e forte, apesar do crescimento dos grupos evangélicos protestantes. Existem diversos fortes candidatos de fora do Velho Continente.
Papa celebra penúltimo Ângelus antes de deixar pontificado:
Os latino-americanos incluem o brasileiro dom Odilo Scherer, arcebispo da enorme diocese de São Paulo, e o argentino Leonardo Sandri, que trabalha no Vaticano e cujos pais são de origem italiana. Peter Turkson, de Gana, chefe do departamento de justiça e paz do Vaticano, é frequentemente citado como o principal candidato da África. Há uma igreja próspera nas Filipinas, o maior país católico da Ásia, berço de um cardeal que é frequentemente citado como candidato: Luis Antonio Tagle.
Quando lhe pediram para fornecer uma descrição do perfil para o próximo papa, Koch fez uma pequena pausa e disse: "acho que todo papa precisa ter quatro qualidades: antes de tudo, uma fé profunda, depois sólida doutrina, carisma e capacidade de governar". O próximo papa, qualquer que seja a sua idade, pode governar por toda a vida, se quiser, como a maioria de seus antecessores, ou renunciar por motivos de saúde, como foi o caso de Bento XVI, disse Koch.
Na juventude, Joseph Ratzinger serviu como assistente de forças militares alemãs durante a Segunda Guerra Mundial. Nesta foto, de 1943, ele tinha 16 anos
Foto: AFP
Em 1952, durante missa na Alemanha
Foto: AP
Nesta foto, de 1959, Joseph Ratzinger posa ao lado de um piano em um escritório. Na época, Ratzinger, com 32 anos, era professor de teologia dogmática em Freising, na Bavária
Foto: AFP
Nos anos 1970, antes de se tornar cardeal
Foto: AP
Em maio de 1977, Joseph Ratzinger foi ordenado arcebispo de Munique e Freising pelo bispo de Berlim, o cardeal Alfred Bengsh. Foi um dos passos que o levariam ao papado em 19 de abril de 2005
Foto: AFP
Então cardeal, Joseph Ratzinger participa de missa ao lado da Madre Teresa no 85º dia dos católicos alemães, em Freiburg. O evento ocorreu de 13 a 19 de setembro de 1978
Foto: AP
Nesta foto de 1979, Joseph Ratzinger posa ao lado do papa João Paulo II. Em 1981, Ratzinger passou a cumular cargos na Igreja Católica Romana. Foi nomeado líder da Congregação para a Doutrina da Fé e presidente da Comissão Bìblica Pontífica e da Comissão Teológica Internacional
Foto: AP
Em 1994, ratzinger já gozava de fama entre católicos. Nesta imagem, feita em junho, ele autografa uma publicação no aniversário de 1240 anos da cidade alemã de Fulda
Foto: AFP
Em 2005, Ratzinger foi fotografado cumprimentando o papa João Paulo II, que morreria no mesm oano
Foto: Osservatore Romano / EFE
Em 18 de outubro de 2003, Ratzinger acompanhava o papa João Paulo II no aniversário de 25 anos da eleição de João Paulo. Cardeais do mundo inteiro compareceram ao evento no Vaticano
Foto: AFP
Em 8 de abril de 2005 o cardeal Ratzinger (centro) passa em frente ao caixão de João Paulo II na praça São Pedro, no Vaticano. Ratzinger já era um dos líderes mais importantes do catolicismo
Foto: Filippo Monteforte / AFP
Dias depois de abençoar o caixão de João Paulo II, Ratzinger acena para a multidão pela janela da Basílica de São Pedro, agora como o Papa eleito, no dia 19 de abril de 2005
Foto: Patrick Hertzog / AFP
Em 24 de junho de 2005, um dos primeiros atos políticos do Papa Bento XVI, que visitou o presidente italiano Carlo Azeglio Ciampi. Na foto, ele acena para o público ao passar pela guarda Corazzieri (guarda montada presidencial italiana), na frente do palácio presidencial de Quirinale
Foto: Giulio Napolitano / AFP
Papa Bento XVI acena para peregrinos de um barco cruzando o rio Rhine em Colônia, sua terra natal, em 18 agosto de 2005. Essa foi a primeira visita de Joseph Ratzinger como o Papa ao local emque nasceu. Mais de 400 mil jovens católicos de cerca de 200 países compareceram ao encontro
Foto: Patrick Hertzog / AFP
No Brasil, em 11 de maio de 2007, o Bento XVI compareceu à missa pela canonização do Frei Galvão no Campo de Marte, em São Paulo. Quase um milhão de pessoas compareceram à cerimônia que canonizou o primeiro santo nascido no Brasil
Foto: Arturo Mari/Osservatore Romano / AFP
Na véspera de completar 82 anos, o Papa acena para peregrinos na praça São Pedro no dia 15 de abril de 2009, ao lado do seu secretário, o bispo George Gaenswein
Foto: Alberto Pizzoli / AFP
Na sua segunda passagem pela África, Bento XVI abençoa uma criança no seminário de São Gall, em Ouidah. A foto foi feita em 19 de novembro de 2011
Foto: Vincenzo Pinto / AFP
Ao final do Angelus de 2012, no dia 29 de janeiro, Bento XVI olha para a pomba que soltou de uma janela no Vaticano. A imagem foi capturada pelo setor de imprensa do Pontífice
Foto: Osservatore Romano / AFP
Na sua última aparição pública antes do anúncio da renúncia, no domingo, 10 de fevereiro de 2013, o Papa Bento XVI conduziu a oração do Angelus
Foto: Gregorio Borgia / AP
Papa Bento XVI é cumprimentado pelo cardeal Angelo Sodano, decano do colégio de cardiais da Igreja Católica, logo após o anúncio da renúncia neste dia 11 de fevereiro
Foto: Osservatore Romano / AP
Dois dias após o surpreendente anúncio, o Papa rezou a tradicional missa de Quarta-feira de Cinzas
Foto: Stefano Rellandini / Reuters
Mesmo após anunciar a saída do Trono de Pedro, Bento XVI seguiu com a agenda normal. No domingo, 23 de fevereiro, o Papa recebeu o presidente italiano, Giorgio Napolitano, em uma audiência no Vaticano.
Foto: AP
Na quarta-feira, 27 de fevereiro, um dia antes de renunciar, Bento XVI participou de sua última audiência pública como Sumo Pontífice
Foto: AFP
Bento XVI abençoa bebê durante desfile de papamóvel ao chegar à Praça São Pedro
Foto: Reuters
Cerca de 150 mil pessoas ocuparam a Praça São Pedro para acompanhar a cerimônia de despedida do Papa
Foto: AFP
Em seu pronunciamento, Bento XVI afirmou que, apesar de deixar suas atividades oficiais, seguirá acompanhando o caminho da Igreja. "Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e inovação, mas com uma profunda serenidade de espírito", disse
Foto: AFP
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