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Papa Francisco

Mais de "20 corvos" teriam envolvimento com Vatileaks, diz fonte

7 mar 2013 - 09h51
(atualizado às 10h49)
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Em entrevista ao jornal italiano La Repubblica, uma pessoa que teria ajudado do ex-mordomo de Bento XVI a divulgar documentos secretos do Vaticano disse que mais de "20 corvos" teriam envolvimento em ações que visariam promover a transparência no seio da Igreja Católica. Segundo o La Repubblica, a fonte se mantém fiel à Igreja e conhece perfeitamente a máquina do Vaticano, diz que o caso Vatileaks está relacionado a questões financeiras da Santa Sé.

"O mordomo do Papa, Paolo Gabriele, não é o único corvo do Vaticano. Os corvos são muitos, mais de 20 pessoas, todas ligadas à Santa Sé. Somos mulheres e homens, laicos e clérigos", disse a fonte, que se identificou como "ex-corvo".  "Fizemos com que documentos saíssem do apartamento do Papa, com ajuda de Paolo Gabriele, para realizarmos uma operação de transparência na Igreja".

Gabriele foi condenado a 18 meses de prisão pelo vazamento dos documentos, mas recebeu o perdão de Bento XVI em meados de dezembro, cerca de dois meses após começar a cumprir sua pena. 

A fonte explica que as tensões no Vaticano teriam a origem há dois anos quando o Papa nomeou o monsenhor Carlo Maria Vigano para realizar um trabalho de racionalização das atividades econômicas da Santa Sé. Esta busca por transparência no banco do Vaticano, o Intituto para as Obras da Religião (IOR), teria contrariado interesses de pessoas que estavam no controle.

Bento XVI destituiu o presidente do Ettore Gotti Tedeschi do comando do banco do Vaticano em maio de 2012 após ele não ter cumprido "várias funções de prioritária importância". Um dos últimos atos do agora Papa emérito foi nomear o alemão Ernst Von Freyberg para a presidência do IOR.

O caso Vatileaks teria nascido da vontade de pessoas fiéis à Igreja, que trabalham em diversos órgãos da Santa Sé e desejavam romper o silêncio e dar ao Vaticano a chance de uma limpeza. Ela acrescenta que Bento XVI também desejava minar o suposto sistema corrupto e que a sua renúncia era um ato visando um recomeço do zero.

Segundo a fonte, o movimento seria em defesa do papa Bento XVI e teria se descontinuado. "Não há mais Papa para defender ou verdade para vir à tona. Está tudo no relatório secreto compilado pelos três cardeais anciões", disse, se referindo ao relatório encomendado por Bento XVI junto aos cardeais Julián Herranz, Josef Tomko e Salvatore De Giorgi (todos com mais de 80 anos e sem direito a voto no Conclave) sobre o vazamento de documentos e cujas descobertas ainda são mantidas em segredo, e devem ser entregues apenas ao novo papa. 

Fonte: Terra
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