Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

As Principais Notícias da Europa

Reino Unido: Israel cobra medidas 'urgentes' após ataque antissemita com faca em Londres

O governo de Israel pediu nesta quarta‑feira (29) "medidas decisivas e urgentes" ao Reino Unido depois que dois homens judeus foram feridos em um ataque com faca no norte de Londres, episódio que a polícia britânica classificou formalmente como ato terrorista. O atentado ocorreu em Golders Green, bairro da capital inglesa que concentra uma grande comunidade judaica, em meio a um aumento de incidentes antissemitas nas últimas semanas.

29 abr 2026 - 14h21
Compartilhar
Exibir comentários

Segundo a Polícia Metropolitana, as vítimas - um homem de 76 anos e outro de 34 - receberam os primeiros socorros no local e foram encaminhadas ao hospital. Ambas permanecem em condição estável. Um suspeito de 45 anos foi preso sob suspeita de tentativa de homicídio e segue sob custódia policial.

O Comissário da Polícia Metropolitana, Mark Rowley (2º à direita), faz uma declaração à imprensa no bairro de Golders Green, no norte de Londres, em 29 de abril de 2026, após duas pessoas terem sido esfaqueadas e um suspeito ter sido preso.
O Comissário da Polícia Metropolitana, Mark Rowley (2º à direita), faz uma declaração à imprensa no bairro de Golders Green, no norte de Londres, em 29 de abril de 2026, após duas pessoas terem sido esfaqueadas e um suspeito ter sido preso.
Foto: AFP - JUSTIN TALLIS / RFI

"Este evento foi formalmente declarado um ato terrorista", afirmou em comunicado Laurence Taylor, chefe da unidade antiterrorismo da Polícia Metropolitana. As autoridades informaram que trabalham para determinar a nacionalidade e o histórico do suspeito, que também teria tentado esfaquear agentes de segurança antes de ser imobilizado com uma arma de choque.

Em reação ao ataque, o Ministério das Relações Exteriores de Israel criticou a resposta o Reino Unido. "O governo britânico não pode mais afirmar que a situação está sob controle", declarou a diplomacia israelense, instando Londres a agir de forma "decisiva" e "urgente" para garantir a segurança da comunidade judaica.

"Antissemitismo mata"

Imagens de câmeras de vigilância divulgadas nas redes sociais mostram um homem atacando um residente que aguardava em um ponto de ônibus, pouco depois de a vítima colocar um quipá. No local do crime, moradores observaram a movimentação policial atrás dos cordões de segurança; uma mulher segurava uma placa branca com os dizeres "Parem os ataques contra judeus".

"Isto é puro antissemitismo, e o antissemitismo mata. Precisamos que o governo intensifique as suas ações", disse à AFP Gideon Levy, de 65 anos, que vive na região.

O primeiro‑ministro britânico, Keir Starmer, também condenou a agressão. "O ataque antissemita em Golders Green é absolutamente abominável. Atacar a nossa comunidade judaica é atacar o Reino Unido", escreveu o chefe do governo nas redes sociais. O líder trabalhista agradeceu ao grupo de vigilância comunitária Shomrim North West London, cujos voluntários contiveram o suspeito até a chegada da polícia, e ao serviço de emergência Hatzola, que prestou atendimento às vítimas.

Para o Rabino‑Chefe do Reino Unido, Ephraim Mirvis, declarações de repúdio já não bastam. "Palavras de condenação já não são suficientes", afirmou, apelando a "toda instituição, comunidade, líder e indivíduo neste país para que tomem medidas concretas".

Outras ocorrências

O ataque ocorre após uma série de incêndios e tentativas de ataques incendiários contra alvos ligados à comunidade judaica no noroeste de Londres. Desde o fim de março, ambulâncias da Hatzola, uma sinagoga no distrito de Harrow e uma instituição de caridade judaica foram alvo de ações criminosas. Não houve feridos nesses episódios, mas 26 pessoas já foram presas no contexto das investigações.

As autoridades britânicas dizem apurar uma possível reivindicação desses ataques por um grupo que se autodenomina Harakat al‑Yamin al‑Islamiyya (Hayi), supostamente pró‑Irã. Um mural com retratos de manifestantes mortos na repressão iraniana também foi alvo de um incêndio recente, assim como as instalações da emissora Iran International, em língua persa, classificada como organização terrorista por Teerã.

A escalada de violência alimenta a ansiedade de uma comunidade ainda traumatizada pelo ataque a uma sinagoga em Manchester, em 2 de outubro de 2025, quando dois fiéis morreram e outros três ficaram gravemente feridos. "Estamos fazendo o possível para levar uma vida o mais normal possível, mas cada dia é uma luta", disse à AFP Stephen Bak, voluntário da Shomrim.

Diante do novo atentado, a polícia reforçou ainda mais o patrulhamento em Golders Green. "A presença policial já havia sido aumentada nas últimas semanas e continuará reforçada", afirmou o prefeito de Londres, Sadiq Khan, enquanto prosseguem as investigações sobre os motivos dos ataques.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra