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Putin alerta Ucrânia para que não cometa "atos irreparáveis"

O presidente russo espera que a iniciativa do ministério das Relações Exteriores de seu país tenha um resultado positivo na solução da crise ucraniana

9 abr 2014 12h18
| atualizado às 12h34
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<p>Putin bateu no final de março um novo recorde de popularidade com a anexação da Crimeia. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro Levada, 80% dos russos entrevistados aprovam sua política </p>
Putin bateu no final de março um novo recorde de popularidade com a anexação da Crimeia. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro Levada, 80% dos russos entrevistados aprovam sua política
Foto: AP

O presidente russo, Vladimir Putin pediu nesta quarta-feira às autoridades ucranianas que não cometam atos irreparáveis e assegurou que espera resultados positivos das gestões diplomáticas para desativar a crise nesse país.

"Espero que a iniciativa do ministério russo das Relações Exteriores para resolver a situação tenha efeito e que o resultado seja positivo", declarou Putin, citado pelas agências locais. "Em qualquer caso, espero que as autoridades interinas [ucranianas] não cometam nada de irreparável", enfatizou.

A concentração de quase todos os poderes na Rússia pelo presidente Vladimir Putin é vista como sendo de interesse nacional por 63% dos russos, de acordo com uma pesquisa do Centro independente Levada. Em março de 2013, 49% compartilhavam esta opinião.

De acordo com uma pesquisa, realizada entre os dias 21 e 24 de março, com uma amostra representativa de 1.603 pessoas, um terço dos russos (31%) considera que um "poder forte e autoritário" é necessário, independentemente da situação no país.

Quarenta e seis por cento acreditam que é necessário, apenas em certas circunstâncias, concentrar o poder nas mãos de um só homem. Entre os entrevistados, 15% se opõe a essa ideia, seja qual for a situação.

A popularidade de Vladimir Putin quase nunca se situa abaixo de 60% desde que chegou ao poder em 2000.

O ex-agente da KGB bateu no final de março um novo recorde de popularidade com a anexação da Crimeia à Rússia, com 80% dos russos entrevistados "aprovando a sua política", de acordo com outra pesquisa realizada pelo Centro Levada.

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