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Otan aprova aumento de gastos com defesa para 5% do PIB dos países-membros até 2035

Reunidos para uma cúpula em Haia, na Holanda, que terminou nesta quarta-feira (25), os líderes dos 32 países da Otan concordaram em aumentar os seus gastos com defesa para 5% de seus respectivos PIBs nacionais até 2035. É o que diz o comunicado oficial do encontro, marcado pela presença do presidente norte-americano Donald Trump e pela conjuntura internacional incerta.

25 jun 2025 - 13h46
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Reunidos para uma cúpula em Haia, na Holanda, que terminou nesta quarta-feira (25), os líderes dos 32 países da Otan concordaram em aumentar os seus gastos com defesa para 5% de seus respectivos PIBs nacionais até 2035. É o que diz o comunicado oficial do encontro, marcado pela presença do presidente norte-americano Donald Trump e pela conjuntura internacional incerta. 

Líderes internacionais participam da cúpula da Otan em Haia, em 24 de junho de 2025.
Líderes internacionais participam da cúpula da Otan em Haia, em 24 de junho de 2025.
Foto: © AP/Haiyun Jiang / RFI

Para o presidente dos Estados Unidos, a cúpula da Otan, concluída com a decisão de aumentar drasticamente os gastos militares, foi um "grande sucesso". "Acho que a cúpula foi fantástica", reiterou Trump, que havia pressionado os países-membros a aumentarem as despesas com defesa.

O aumento ambicioso e histórico exigirá que os membros europeus da aliança e o Canadá gastem significativamente mais em sua segurança e reforcem as suas capacidades, fabricação e compras de armas. O objetivo até agora era 2%, um patamar atingido, no ano passado, por 22 dos países-membros.

O texto invoca a "ameaça a longo prazo representada pela Rússia à segurança euro-atlântica e a ameaça persistente do terrorismo". O documento reafirma o compromisso de oferecer apoio à Ucrânia, cuja estabilidade contribui para a segurança europeia.

Conforme antecipado por fontes diplomáticas, o texto final foi breve - 5 pontos, contra 38 do ano passado na cúpula de Washington - e sucinto, sem menção, como em outras edições, aos desafios apresentados pela China, o Irã e a Coreia do Norte. Promessas sobre a luta contra a mudança climática e a promoção da igualdade de gênero também não foram incluídas.

No ano passado, os Estados Unidos contribuíram com 62% do orçamento total de Defesa da Aliança, enquanto o Canadá e a Europa aumentaram em 19% seus investimentos.

Desde o seu retorno à Casa Branca, em janeiro, Trump endureceu a exigência feita por administrações anteriores de pedir mais investimentos militares a seus aliados. O chefe da Casa Branca ameaçou reduzir sensivelmente o guarda-chuva de segurança que Washington tem oferecido à Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

O objetivo de 5%, para o ano de 2035, é a soma de dois componentes. O primeiro é um mínimo de 3,5% de gastos militares estritos (salários, aposentadorias, operações, aquisição de equipamentos, tarefas de manutenção). Cada país deverá informar, a cada ano, o que está fazendo para alcançar esse nível. A esse percentual será somado 1,5% de investimentos em âmbitos mais amplos, como infraestruturas, inovação e proteção de fronteiras, de utilidade tanto civil quanto militar.

O comunicado final ainda destacou que no cálculo de gastos militares serão incluídas "as contribuições diretas para a defesa da Ucrânia".

Uma revisão global desse mecanismo de investimento será feita em 2029, considerando o panorama estratégico. "É uma grande vitória para todos. Acredito que em breve estaremos mais equilibrados e é assim que deve ser", disse o presidente dos Estados Unidos, antes da reunião de trabalho que encerrou dois dias de cúpula.

Caso espanhol

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, garante, no entanto, que negociou com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, uma flexibilidade sobre seus níveis de gastos militares, de maneira que o país aumente sua faixa de investimentos para até 2,1% do PIB.

Sánchez insiste que este nível de gasto é suficiente para que a Espanha contribua com as capacidades necessárias à aliança e que 5% seria "desproporcional" e, possivelmente, ameaçaria o modelo social e forçaria o aumento de impostos.

Na terça-feira, Trump criticou a posição espanhola, afirmando que era "injusta" para o restante da Otan e representava um "problema". Mark Rutte insistiu que o acordo de 5% não inclui uma cláusula de exceção e que os países da aliança estarão todos comprometidos com o aumento dos gastos.

Os europeus têm motivos para comemorar o resultado do encontro: a Rússia é apresentada no primeiro parágrafo como "uma ameaça de longo prazo" à segurança da Otan. A Aliança também "reafirma" o seu apoio "permanente" à Ucrânia. O segundo ponto é que a unidade da Aliança Atlântica é reafirmada, uma vez que Donald Trump havia oscilado entre o famoso Artigo 5, que consagra a defesa mútua entre aliados.

O presidente francês, Emmanuel Macron, aproveitou para pedir a Donald Trump para encerrar a guerra comercial com a Europa. "Tudo isso requer unidade, respeito e antecipação", disse. "Isso significa que esse esforço coletivo e os bons resultados que alcançamos com este comunicado e engajamento europeu impõem claramente a paz comercial", declarou o Macron.

Trump encontra com Volodymyr Zelensky

Antes de retornar a Washington, Donald Trump se encontrou com Volodymyr Zelensky. O presidente ucraniano indicou que havia discutido uma trégua na Ucrânia durante uma reunião "longa e construtiva" com o americano. "Discutimos maneiras de alcançar um cessar-fogo e uma paz real" na Ucrânia, mais de três anos após o início da invasão russa, disse o ucraniano na rede X. Já o chefe da Casa Branca declarou que, mesmo se houve "momentos difíceis", foi um "bom encontro" e que o Zelensky "não poderia ter sido mais agradável".

(Com RFI e AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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