Caças, porta-aviões, fragatas: França reforça equipamento militar no Oriente Médio
A França está reforçando significativamente seu dispositivo militar no Oriente Médio após os ataques iranianos contra países aliados dos Estados Unidos e de Israel. Na terça-feira (3), o presidente Emmanuel Macron anunciou que Paris apoiará diretamente as nações com as quais mantém acordos de defesa, como Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.Esse apoio, segundo o presidente, poderá ser ampliado "sempre que necessário".
Em discurso ao vivo na tv, Emmanuel Macron confirmou o envio de caças Rafale, sistemas de defesa antiaérea e radares aerotransportados adicionais para a região. Segundo o presidente, as forças francesas já derrubaram diversos drones "em legítima defesa", protegendo o espaço aéreo de parceiros desde o início da crise.
O porta-aviões Charles de Gaulle deve chegar próximo ao Chipre dentro de oito dias, acompanhado de sua força-tarefa naval, o maior agrupamento militar que a França pode mobilizar. O grupo inclui três fragatas de mísseis, um submarino nuclear de ataque, navios de escolta e cerca de 40 caças Rafale. A partir dali, a aviação francesa poderá contribuir para a proteção do espaço aéreo regional.
A ministra delegada das Forças Armadas, Alice Rufo, descreveu o envio do porta-aviões como um "sinal estratégico", destinado a defender os interesses franceses e garantir a segurança marítima em rotas essenciais, como o Estreito de Ormuz, o Canal de Suez e o Mar Vermelho, áreas afetadas por ações iranianas e de grupos aliados.
Fragata no Chipre e tropas posicionadas
A fragata Languedoc chegou ao Chipre na noite de terça-feira para reforçar a segurança da ilha, que abriga a base britânica de Akrotiri, alvo recente de ataques com drones. O navio francês já demonstrou capacidade de interceptar drones, como ocorreu em 2023 no Mar Vermelho contra rebeldes houthis. No Chipre, ele se junta a duas fragatas gregas e a caças F-16.
Além disso, cerca de 700 militares franceses atuam no sul do Líbano como parte da Força Interina da ONU (UNIFIL). Nos Emirados Árabes Unidos, Paris mantém 900 soldados distribuídos entre bases aérea, naval e terrestre, duas delas atingidas por ataques limitados desde o início da crise. Nessas instalações estão estacionados caças Rafale, tanques Leclerc e obuses Caesar.
O aumento da presença militar francesa levanta temores de que o país possa ser arrastado para o conflito. Macron, porém, insiste que o objetivo é proteger aliados, garantir a segurança marítima e evitar uma escalada ainda maior na região.
Com agências