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Macron anuncia medidas imediatas para enfrentar crise humanitária no sul do Líbano

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta quarta-feira (4) que a França adotará ações urgentes para apoiar a população deslocada no sul do Líbano, em meio à escalada de violência envolvendo Israel, Irã e o Hezbollah. Em mensagens dirigidas a líderes israelenses e libaneses, Macron pediu o retorno ao cessar-fogo firmado no fim de 2024 e fez apelos para evitar uma ofensiva terrestre que possa ampliar ainda mais o conflito na região.

4 mar 2026 - 16h45
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Em mensagem publicada nas redes sociais após conversas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, Macron criticou a "estratégia de escalada" do Hezbollah e pediu a Israel "que preserve a integridade territorial do Líbano e se abstenha de uma ofensiva terrestre. É crucial que as partes retornem ao acordo de cessar-fogo", insistiu.

O presidente francês acrescentou que "a França, juntamente com seus parceiros, continuará apoiando os esforços das Forças Armadas Libanesas para que possam cumprir plenamente suas missões soberanas e pôr fim à ameaça representada pelo Hezbollah".

Milhares de pessoas foram obrigadas a deixar o sul do Líbano após o anúncio das forças israelenses da criação de uma zona tampão na região. 

Na noite de quarta-feira, explosões foram ouvidas em Jerusalém após repetidos alertas na cidade, assim como em Tel Aviv, no centro do país, em Haifa e em várias regiões do norte de Israel.

Os militares israelenses relataram disparos de mísseis iranianos contra Israel e ataques de drones do Hezbollah lançados a partir do Líbano, no quinto dia da guerra no Oriente Médio.

Desde segunda-feira, Israel também conduz uma ofensiva no Líbano contra o movimento pró-iraniano, que passou a atacar o território israelense em retaliação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto em um ataque em Teerã no sábado.

Os serviços de emergência do Magen David Adom, equivalente israelense da Cruz Vermelha, informaram que duas pessoas ficaram levemente feridas após ataques de mísseis e foram hospitalizadas perto de Tel Aviv, entre elas, um homem na casa dos 30 anos atingido por destroços.

Na região de Jerusalém, a polícia deslocou equipes para cinco locais após alertas sobre a queda de fragmentos resultantes da interceptação de projéteis, causando danos materiais.

O Exército israelense também informou ter detectado "diversos lançamentos de drones" provenientes do Líbano e afirmou que "a maioria" deles foi interceptada.

O Hezbollah declarou nesta quarta-feira que seus combatentes participaram de confrontos "diretos" com soldados israelenses que teriam entrado na cidade libanesa de Khiam, a seis quilômetros da fronteira com Israel.

Este foi o primeiro confronto direto reportado desde o início da guerra, na segunda-feira, entre o grupo pró-Irã e as forças israelenses, após o ataque israelense-americano ao Irã no sábado.

Segundo o movimento, após "perseguir" uma unidade do Exército israelense que "tentou avançar" em direção à cidade, seus combatentes "detonaram um dispositivo explosivo e entraram em confrontos diretos" com as tropas. O Hezbollah reivindicou ainda 14 ataques contra posições israelenses na quarta-feira.

Mais de mil mortos no Irã

No quinto dia da guerra no Oriente Médio, ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel continuaram com intensidade, enquanto a resposta iraniana teria diminuído, revelando uma lacuna "crescente" entre os adversários, segundo o ministro da Defesa dos EUA.

O Exército israelense afirmou ter atingido dezenas de alvos no Irã, incluindo um complexo militar e de segurança que abriga bases da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), da Força Quds e do grupo paramilitar Basij.

As autoridades iranianas informaram que mais de mil pessoas, entre civis e militares, já morreram no país.

O funeral do líder supremo, inicialmente marcado para quarta-feira, foi adiado, segundo a televisão estatal iraniana. Ali Khamenei será sepultado na cidade sagrada de Mashhad, no nordeste do país, onde nasceu.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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